1-3-lder-0>=lder-1>lder-2> da psicologia à noologia - leituras de estudo em noologia
LEITURAS DE ESTUDO: OS DEVORADORES DE CRONOS
É claro que não se chega a Deus pela leitura. Mas talvez se possa chegar pela desleitura ou seja, sabendo, de todo, o que não vale a pena ler. E quais são afinal os 100 volumes que, na Biblioteca de Alexandria, transmitiam ao futuro a sabedoria por inteiro.
Para já e enquanto não reconstituímos a Biblioteca de Alexandria, vamos vendo e sabendo e comunicando uns aos outros, o que não vale a pena ler.
O que não vale a pena perder cronos a ler.
Lisboa, 23/Junho/1996 - Quando se chega ao momento de aconselhar leituras a um estudante de radiestesia holística, é preciso bastante cuidado para não cairmos na armadilha das bibliografias exaustivas, consagradas e de autores célebres.
Acima de tudo há que respeitar o tempo, o pouco tempo (cronos) de que um estudante dispõe para ler, como aliás quase todas as pessoas hoje em dia.
É preciso ser frontal, afirmando que a maior parte dos livros que pretendem abordar o sagrado - a que a ciência chama área quântica, para baralhar tudo ainda mais - mesmo os livros e autores de reputação científica e/ou universitária, são pura perda de tempo e dinheiro.
Há de tudo nessa imensa bibliografia: desde a pura fraude ao vazio completo, desde a erudição balofa e insignificante ao discurso prolixo e chato. A maior parte dos livros sobre a área sagrada das energias é uma pura ficção, especialmente os que mais se vangloriam de ser científicos. A invenção domina estes autores, dotados da melhor boa intenção em ensinar fabulosas ciências ao comum dos mortais.
A invenção domina, por exemplo, nos livros e autores que pretendem dar-nos lições sobre fases da iniciação, a que alguns chamam ritos de passagem; a arte de sonhar em que o sr. dr. Carlos Castañeda, trascrevendo de um D. Juan mais ou menos fictício (nunca se apurou bem se os livros de Castañeda são livros de um antropólogo, se pura e simples romance de cordel) é um dos casos mais conhecidos e populares. (*)
A taça do santo Graal, com intermináveis histórias de lenda e mistério sobre os cavaleiros da Távola Redonda e do Rei Artur, são apenas isso: histórias de conto e lenda para adormecer bebés, como aquela que o senhores Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. nos contam em «O Santo Graal e a Linhagem Sagrada»(*).
Se vamos, por exemplo, para os alegados testemunhos sobre a vida que há do outro lado da vida, o discurso é igualmente piedoso, reconfortante das almas e de boa fé, mas, no melhor dos casos, pura auto-sugestão dos cinco sentidos: as descrições do célebre corredor postmortem são apenas tradução imagética de um estado de consciência vibratória que, se existisse, estaria muito para além dos 5 sentidos e, portanto, dessas paisagens idílicas que são apenas produto dos mesmíssimos 5 sentido. É o caso de Raymond A. Moody Jr com os seus dois livros editados em português:- Reflexões Sobre a Vida depois da Vida - Ed. Bertrand - Lisboa, 1981 e - Vida Depois da Vida - Ed. Bertrand - Lisboa,
Uma telenovela da inesgotável cornucópia brasileira, pintava de cores românticas e líricas o outro lado, na piedosa intenção de mostrar que afinal a morte é libertação e serenidade. Como se do outro lado tivessem sentido palavras do ego emocional e sentimental como essas de paz, conforto, bem estar, felicidade, serenidade, etc.
Ao nível de telenovela estamos aliás bem servidos de elogios ao ego de cada um e de cada qual: o objectivo número um desse narcótico de massas, é mesmo reconfortar as pessoas na sua mediocridade e na sua estagnação.
As limitações da «mente» ao pensamento são mesmo notadas no livro do senhor Doutor Carlos Castañeda,«A Arte de Sonhar»(*), livro que, por sua vez, é um redutor desse mesmo pensamento até limites de inverosímil. Se as pessoas quando encetam um processo de iniciação, procuram plataformas de conforto e bem estar, estão evidentemente a pautar-se por parâmetros dos 5 sentidos e, portanto, estão pura e simplesmente a viver um processo de auto-engano.
Mesmo entre os radiestesistas encartados da nossa praça, o «sonho» e a «arte de sonhar» são muito explorados e enfatizados até ao ridículo. Devo confessar que tive um grande complexo de inferioridade, quando comecei a radiestesia, porque sonhava pouco e mal enquanto os meus colegas contavam sonhos maravilhosos que a radiestesia lhes produzia.
Sonhava eu que, com os progressos no trabalho com o pêndulo, viesse a sonhar muito e bem. Tem-me acontecido o contrário e ainda estou para saber se é progresso ou se é retrocesso. Não me lembro do que sonho, ou só raramente, e não posso portanto cultivar essa mitologia tão encantatória que os sonhadores natos cultivam. Com o beneplácito técnico, aliás, dos livros de Guillé, onde o sonho também é mostrado como um meio de maravilhas.
O sonho, quanto a mim, é apenas a forma espontânea de percorrer o oceano do inconsciente: e uma técnica como a da radiestesia holística, ensinando a percorrer esse oceano, vai dispensar, em parte, que o sonho tenha de fazer esse trabalho.
As vantagens «psicológicas» que se retiram do trabalho de radiestesia é um assunto muito perguntado pelas pessoas que pegam no pêndulo de radiestesia holística e começam este processo.
As melhores vantagens, creio eu, são indefiníveis. Porque se fossem definíveis não eram vantagens, eram sequência ainda dos cinco sentidos e dos respectivos egos e do omnipresente processo de auto-sugestão. Se há um pouco mais de claridade interior, não é, no entanto, nenhum daqueles deslumbramentos que é costume ver descritos nos livros de místicos e de extáticos.
Acho sinceramente que há muita literatura (a mais) à volta das fases de iniciação, se é que não é tudo literatura. E quando leio um livro de antropologia cultural como a obra coordenada por Jean Holm e John Bowker sobre «Ritos de Passagem» (*), assumo uma atitude um tanto ou quanto irónica, pois os rituais das várias religiões parecem-me apenas uma série de truques dos mestres, gurus e sacerdotes para ter nas mãos os neófitos e/ou iniciados.
A famosa «comunitas» de que fala o livro não é, afinal, outra coisa senão a egrégora, hoje em marcha desenfreada por tudo o que é movimento dito espiritual e grupo dito de iniciação. Mistérios e complicações, no meu entender, são apenas truques do poder sacerdotal e da autoridade religiosa para manter alienada a clientela e ter nas mãos os fiéis.
Quando a radiestesia holística proclama que cada um tem de ser mestre de si mesmo, está sublinhando isso mesmo: fugir das autoridades eclesiásticas e da armadilha das egrégoras, que incluem acções de parasitagem e vampirismo.
Se se vai para a bibliografia alegadamente científica, um livro de Óscar G. Quevedo, «O Poder da Mente na Cura e na Doença» (*), pode ser o melhor exemplo de quase 5 mil escudos atirados à rua. O primeiro capítulo é sobre o negócio de curandeiros mediúnicos. Mas a parapsicologia científica de Quevedo nunca vai além disso: um processo consecutivo de auto-sugestão e de auto-chantagem, ao nível dos enganos dos 5 sentidos e arredores.
Para quem se considera, com tanto ênfase, um cientista da parapsicologia, esta preocupação com os negócios dos curandeiros em geral e do Arigó em particular, é admirável. Mas extenuante.
Depois há aqueles livros – por exemplo, «As Medicinas Tradicionais Sagradas», de Claudine Breklet-Rueff, -- que têm alguns grãos de sabedoria aproveitáveis mas perdidos, misturados num monte de retórica e de superfluidades.
O prolixo (que se pode ler pró-lixo) também ocorre com uma grande frequência. Mas um caso que considero patético são dois livros sobre a Kaballah de uma sumidade em judaísmo, Gershom Scholem. São eles: «A Cabala e a Mística Judaica» (Ed. Dom Quixote) e «La Cábala y Su Simbolismo» (ed. Siglo XXI, Madrid). Mas também «La Cábala», de Alexandre Safran, é outra decepção(*). Muita parra e pouca uva. Longos e chatos, é o que é.
Francamente: há formas mais honestas de nos esportularem dinheiro mas principalmente de nos espoliarem daquilo que, em radiestesia, nos é mais precioso: o tempo (cronos) que não podemos perder no trabalho para a eternidade.
Os devoradores de Cronos são, de facto, verdadeiros assassinos de almas.
Valha-nos, no caso da Kaballah, um encontro feliz e compensador com três obras de ENEL - de leitura obrigatórias e preciosos auxiliares do estudo de radiestesia holística(*).
São de acrescentar na bibliografia de Etienne Guillé que, por acaso, até nem os cita, embora me pareça que não os ignora(*)
Para trabalho de testes, outra descoberta são os três livros de um português - José Nunes Carreira - que nem sonha, provavelmente, o serviço que está prestando aos estudantes da radiestesia holística. Aliás as chamadas, na universidade, civilizações pré-clássicas são um festival de boas informações sobre o sagrado e a sabedoria.
É claro que não se chega a Deus pela leitura. Mas talvez se possa chegar pela desleitura ou seja, sabendo, de todo, o que não vale a pena ler. E quais são afinal os 100 volumes que, na Biblioteca de Alexandria, transmitiam ao futuro a sabedora por inteiro.
Para já e enquanto não reconstituímos a Biblioteca de Alexandria, vamos vendo e sabendo e comunicando uns aos outros, o que não vale a pena ler.
O que não vale a pena perder cronos a ler.
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LEITURAS DE ESTUDO
Faz-se a seguir a listagem dos livros citados, destacando os que têm maior relevância para a disciplina de Psicologia:
Alexandre Safran - La Cábala - Ed. Martinez Roca - Barcelona, 1976
Carlos Castañeda - Arte de Sonhar - PEA - Lisboa, 1993
Claudine Brelet-Rueff - As Medicinas Tradicionais Sagradas - edições 70 - Lisboa, 1978
ENEL - La Langue Sacrée - Ed. Maisonneuve - Paris, 1968
ENEL - Post Mortem - Ed. Omnium Littéraire - Paris, 1973
ENEL - Trilogie de la Rota - Ed. Dervy - Paris, 1993
Gershom Scholem - La Cábala y Su Simbolismo - Siglo Veintiuno Editores - 1992 (oitava edição em espanhol)
Gershom Scholem - A Cabala e a Mística Judaica - Publicações Dom Quixote - Lisboa, 1990 -
Jean Holm e John Bowker - Ritos de Passagem - PEA - Lisboa, 1994
José Nunes Carreira - Filosofia Antes dos Gregos - PEA - Lisboa, 1994
José Nunes Carreira - Mito, Mundo e Monoteísmo - PEA - Lisboa, 1994
Oscar G.-Quevedo - O Poder da Mente na Doença e na Cura - Edições Loyola - São Paulo, 1979
Raymond A. Moody Jr - Reflexões Sobre a Vida depois da Vida - Ed. Bertrand - Lisboa, 1981
Raymond A. Moody Jr - Vida Depois da Vida - Ed. Bertrand - Lisboa,
Roy E. Peacock - Breve História da Eternidade- PEA - Lisboa, 1995
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1-1- 96-6-22> lder -3> - leituras de estudo em radiestesia - diário de um aprendiz de energias
OS LIVROS DE CIÊNCIA
Lisboa, 22/ Junho/1996 - Quando, em nome da ciência, se praticam hoje as maiores monstruosidades que uma sociedade (de consumo) monstruosa diariamente debita, convém pensar duas vezes, sempre que se fala, com reverência religiosa, de ciência.
No campo das correntes teosóficas, há duas que particularmente concorreram para essa mitologia dita científica : os rosacruzes, particularmente os do ramo norte-americano, sempre dispostos a provar, que não entram em superstições, e a Sociedade Teosófica.
Com todo o respeito que nos merecem as instituições mais antigas, é preciso, no entanto, dizer, que, em nome da holística e da radiestesia holística a arrogância em nome da ciência e da tecnologia é hoje uma das mais intoleráveis e mais geradoras de intolerância.
Quando, em nome da ciência, se constroem monstruosidades como esse CERN (e estou a falar- disto porque tenho diante de mim -fotografias do monstrosinho,) quando o gigantismo da ciência e da tecnologia atinge a megalomania das megalomanias – criminosa e perigosa – e quem paga isto tudo é sempre o mexilhão, ou seja, o Planeta Terra, há que vomitar também esse sapo da ciência e da tecnologia. Com toda a calma e tranquilidade.
Um estudante de radiestesia holística tem as 12 ciências sagradas à mão de semear, não precisa de se entusiasmar com a ciência profana obscena.
Se não vamos a Deus pelos livros, pelos livros de ciência e pela tecnologia é que decididamente só iremos, como fomos sempre e continuamos indo, aos quintos dos infernos.
É preciso pedir às instituições que tanto falam de ciência, a propósito do sagrado, que deitem fora esse preconceito e esse complexo e que não tenham medo de evitar a ciência e os cientistas. Pois (não) é aí que está o busílis.
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quarta-feira, 4 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
CONVERGÊNCIA 2012
1-11-ficha-o> quarta-feira, 25 de Setembro de 2002 – não será dos piores este merge que hoje restaurei – é possível que tenha coisas aproveitáveis num eventual ciclo de iniciação – o que é preciso é arranjar alibis
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Noologia Geral - Fichas de Estudo: GLOSSÁRIO DAS ENERGIAS
Falando de iniciação e de energias que intervêm na iniciação, podemos indicar, nesta Ficha, uma primeira lista de palavras-chave que, tal como indica o programa de matérias, é um dos itens obrigatórios da cadeira de Noologia.
Este glossário será o fio de continuidade que irá dando sequência ao curso, ficha após ficha, tema após tema, item após item.
No capítulo «Cura Iniciática, Reacções curativas, Medicina e Magia» podemos, desde já, avançar algumas expressões-chave que intervêm no processo iniciático e que o estudante poderá aprofundar consultando bibliografia indicada , ou descoberta por si, e/ou um bom dicionário de matérias noológicas, de que serão indicadas também algumas sugestões entre a bibliografia disponível no mercado editorial.
Podem iniciar a vossa própria lista de A a Z:
Alergia (Menetrier)
Anafilaxia/Imunidade
Anergia (Menetrier)
Arrogância (Michio Kushi)
Aura ( R. Steiner)
Biótipos (Vários autores e sistemas)
Ciclos viciosos
Ciência espiritual (R Steiner)
Clarividente (Vulgo)
Cura iniciática (AC)
Devoção ( R. Steiner)
Diáteses (Menetrier)
Efeitos e ciclos perversos (Medicina tradicional chinesa)
Energias perversas (Medicina tradicional chinesa)
Enxofre filosofal
Enxofre metal
Experiência interna (R. Steiner)
Fases alquímicas
Gnose Vibratória (EG)
Iatrogénese ( Ciência vulgar)
Mundos superiores (R. Steiner)
Mutação
Predisposições
Psicostasia (Livro dos Mortos Egípcio)
Qualidade noética (W. James)
Reacções curativas (Hipócrates)
Segunda Morte
Stresses positivos (Etienne Guillé)
Trabalho interior (R. Steiner)
FRASES ESCOLHIDAS
«Os sentimentos são a nutrição da alma , tal como os alimentos são a nutrição do corpo» (R. Steiner)
«O monge medieval , na escuridão da sua cela e o eremita na sua caverna, faziam uso , não de substâncias psicadélicas mas de:
- isolamento sensorial
- privação do sono
- disciplinas meditativas
- jejuns
Para provocar alterações bioquímicas e abrir as porta dos níveis mentais inconscientes (pg. 88-89)
OBRAS DE STEINER QUE CONVERGEM NO TEMA INICIAÇÃO:
- Os Graus do Conhecimento Superior- O Caminho Iniciático da Imaginação, da Inspiração e da Intuição
- O Conhecimento Iniciático -As vivências supra-sensíveis nas várias etapas da iniciação
- O Limiar do Mundo Espiritual - Considerações aforísticas
- A Ciência do Oculto
- A Direcção Espiritual do Homem e da Humanidade
- Um caminho Para o Conhecimento de Si
- O Centro do Mundo Espiritual
- Teosofia, Introdução ao Conhecimento Suprasensível do Mundo e do Destino Humano
- A Crónica de Akasha - A Génese da Terra e da Humanidade: uma leitura esotérica
POSTULADOS DETECTADOS NA BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Tudo é Um
Universo do Diverso
REAGRUPAMENTOS DETECTADOS
Consciência mística =
= samadi ( hinduismo)
= satori ( zen-budismo
= visão beatífica (cristianismo)
Perguntas de indução à pesquisa (para os que gostam de pesquisar):
- Qual o fenómeno contrário da imunidade?
- Qual o termo oposto de Tempo? E de Espaço?
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CURA INICIÁTICA, MAGIA E ALQUIMIA
Quando a Medicina, com o nome de Magia, era uma das 12 ciências sagradas(hierofantes egípcios), era uma arte operativa e, portanto, curativa - curar tinha o exacto sentido de iniciar alguém na via iniciática.
Não se tratava , com a iniciação, de abafar sintomas , como faz hoje a medicina química, mas de estimular defesas naturais (a Imunidade) e as reacções curativas.
Sem reacções curativas não há cura nem percurso iniciático, nem evolução de nível na escala hierárquica de consciência, nem subida na vertical dos mundos a que Rudolfo Steiner chama «suprasensíveis».
Hipócrates herdou, dos mistérios egípcios, provavelmente via Pitágoras, o princípio das reacções curativas. Os neo-hipocráticos e naturo-vegetarianos do princípio do século, ainda tentaram fazer valer o nobre princípio do sábio grego de Cos, o nobre princípio em que a Medicina ainda revelava as suas raízes mágicas (a árvore invertida da Kaballah tem, como se sabe, as raízes no Céu).
Mas, depressa, a febre dos frasquinhos e a exploração lucrativa dos específicos perverteu o princípio holístico das medicinas naturais e da «panaceia universal» dos hispagiritas (Paracelso). As medicinas naturais, nesse particular dos frasquinhos, ficaram iguais à medicina química sintomática, embora o número de específicos seja menos extenso e, portanto, menos obsceno.
A medicina natural passou também a abafar sintomas - a consolar os aflitos - , em vez de curar, ou seja, em vez de permitir ao doente aproveitar a hipótese de evoluir energeticamente na vertical, já que foi essa sempre a função da doença, ou antes daquilo a que a moderna medicina chama doenças.
A Macrobiótica de Jorge Oshawa, como terapêutica energética, ainda tentou pegar no fio da tradição (neste caso, da tradição taoísta/zen) mas logo foi abafada também pela moda consolatriz.
O mercado ficaria inundado de técnicas de consolação e beatitude, nomeadamente magnéticas, desde a massagem ao Reiki (imposição de mãos), desde o yoga à meditação transcendental.
«Sinto-me muito bem com o tratamento que ele me fez» - passou a ser a frase mais ouvida nas salas de espera dos consultórios, quer de homeopatas, quer de acupunctores, quer de massagistas, quer de mestres de meditação, quer de curandeiros menos ortodoxos, de cartomantes e videntes, bruxos e adivinhos, etc.
Entretanto as medicinas naturais, derradeira oportunidade de fazer evoluir o doente enterrado na sociedade de consumo, na poluição e no poço do virtual - energeticamente zero - deixaram de pretender ensinar o doente a progredir, tratando-o por acalmia magnética .
«O que interessa é os resultados» - respondem, pragmaticamente, os adeptos das técnicas sintomatológicas ou de estagnação energética, por oposição às técnicas causais ou motivadoras de reacções curativas.
De facto, fazendo, momentaneamente, o doente «sentir-se bem», os consultórios passam a ficar mais cheios. Acima de tudo, os doentes passam a ser doentes para toda a vida, ficando em monodependência perpétua do terapeuta.
A técnica sintomatológica agrada a todos - médicos e doentes.
PONTOS DE PASSAGEM
O trabalho educativo a fazer hoje pela medicina energética , pela alquimia energética, pela magia energética, passa assim por vários pontos, que começamos agora a enunciar mas que continuaremos a enunciar em futuras fichas de estudo:
1 - O terapeuta deverá deverá reconverter-se em professor de saúde: talvez ganhe menos materialmente, mas ganhará muito mais espiritualmente (e quando falamos em Espírito é de energias que falamos).
2 - As reacções curativas (Hipócrates) ou stresses positivos (Etienne Guillé) deverão ser ensinados ao doente: o doente terá uma primera consciência que lhe permitirá distinguir reacções patológicas das reacções curativas
3 - Se a doença é uma oportunidade de evoluir, de realinhar os ritmos ou ciclos de 7 em 7 anos que todo o ser humano, em princípio deverá cumprir, pena será que as medicinas façam abortar sistematicamente essa oportunidade
4 - Quando Jorge Oshawa disse, no livro «O Cancro e a Filosofia do Extremo Oriente» ( Porto Alegre, s/d) que deveríamos estar gratos ao Cancro, estava a tentar dizer que essa doença cósmica deve ser encarada como uma oportuniade iniciática (Rudolfo Steiner) de dar um salto qualitativo na escala dos níveis vibratórios de consciência , na subida da vertical aos corpos suprasensíveis.
5 - Místicos e doutores em misticismo, como o brasileiro Pierre Weil, da Psicologia Transpessoal, têm concorrido para a grande confusão, nomeadamente com os equívocos psicofisiológicos da chamada parapsicologia, da hipnoterapia e do experimentalismo obsceno em laboratórios.
6 - Evoluir não significa ver auras, ver a cor das auras, ver luzinhas a apagar e a acender, levitar e outras pequenas magias domésticas, mais perversas que domésticas.
Evoluir significa ganhar um grau de evolução espiritual da qual o acto mágico operativo poderá naturalmente decorrer: ou seja, é a ordem inversa do que hoje se ensina.
7 - É impensável que num livro sobre magia celta (*) à segunda ou terceira página, a autora já esteja a ensinar ao leitor como se faz uma sessão mágica, com velas, círculos mágicos, punhal, vara mágica, pentáculo, incenso, caldeirão, espada e etc.
É impensável que a vulgarização da magia venha enterrar ainda mais a medicina que já era uma forma degradada de magia.
8 - Algumas ordens e seitas que se dizem de iniciação também ajudam a depreciar o processo iniciático, tornando-o um ritual vazio de sentido e de conteúdo (*)
9 - Colocando a alquimia na célula (ADN da célula) e nos processos de divisão celular, a iniciação é puramente interior e são os mecanismos de autoregulação (sistema imunitário lhe chama a ciência ) que irão encarregar-se disso.
Ao automatismo dos processos e mecanismos auto-reguladores chama-se a parte «oculta» da iniciação nos vários «colégios de mistérios ».
10 - Os estudos encefalográficos sobre a meditação Zen ou sobre o uso do LSD (ácido lisérgico), realizados em laboratórios de experimentação nos EUA (Massachusstes) , avaliam, na melhor das hipóteses as variações do corpo etérico , talvez mais do corpo físico do que do etérico, visto que os electroencefalógrafos vibram apenas na frequência material de N8.
Nenhum aparelho de medida usado pelos laboratórios de psicologia transpessoal poderá analisar frequências vibratórias de outro nível vibratório: de N16 a N56.
A neurofisiologia tem assim agravado os equívocos místicos e magnéticos e hipnóticos.
11 - A psicostasia (Ver livro dos mortos dos antigos egípcios) ou julgamento do iniciando, tal como o movimento alquímico, está sempre omissa dos rituais ditos iniciáticos das ordens ditas iniciáticas.
Ora, como se tem dito desde a Ficha Nº 1, sem psicostasia e sem alquimia, não existe iniciação, não existe cura, não existem reacções curativas, não existe evolução, não existe regulação do bioritmo, reordenamento dos ciclos naturais, etc: existe apenas, na melhor das hipóteses, contemplação, beatitude, êxtase ou simulacros disso, estado de (in) consciência que aparece enfatizado e exaltado em todos os livros de pretensa magia, de pretensa iniciação, de pretensa evolução espiritual.
As energias alquímicas ou filosofais não podem ser fabricadas sem stresses, sem reacções curativas, sem crises sazonais (a bioritmosofia é indissociável de qualquer processo de cura iniciática).
12 - A ciência experimental - em parapsicologia, em neurofisiologia - tem um sentido material (ista) e meramente laboratorial, de observação externa. O processo iniciático fala de excperiência mas de experiência experimentada, vivida e vivenciada, alquimizada, metabolizada, integrada, em que observador e observado coincidem ( Ver Fritjof Capra, in «O Tao da Física»)
13 - As drogas ditas psicoactivas, pelo contrário, actuam em níveis vibratórios de frequências mais elevadas (até N40 ou N48) mas não respeitam 2 condições:
a) A preparação demorada e gradual do Suporte Vibratório
b) O escalonamento hierárquico, degrau a degrau, da subida na vertical e dos vários níveis vibratórios. As drogas alteradoras dos estados de consciência (como dizem os da psicologia transpessoal) começam a construir o edifício ao contrário, começam pelo telhado sem que os alicerces estejam implantados.
Os alicerces são todo o trabalho, por fases, com método, com ritmo, de fabricação das energias alquímicas filosofais através da subida na vertical.
14 - A hipertrofia atribuída ao cérebro nos estudos neurofisiológicos contraria a harmonia alquímica das energias . Para alcançar consciência do não tempo e do não espaço, é necessário um tempo cronológico (duração ou durée - Bergson) não havendo, portanto, iniciações-relâmpago ou iniciações rápidas.
15 - Não é o mestre que inicia o discípulo, como dizem algumas escolas modernas muito difundidas, mas o discípulo que se auto-inicia depois de ser instruído sobre o mecanismo do processo.
16 - Os monges da Ordem Nyingma usam, constantemente, para vibrar, sinos e outros meios vibráteis (moinhos de oração) que obrigam , segundo a visão noológica, os mecanismos de autoregulação do monge a estar despertos, ou seja, a vibrar em ressonância com níveis cada vez mais altos.
Estar desperto não significa, desde logo, estar iluminado, confusão muito corrente hoje em dia, no mundo de simulacros, ilusões e mentiras que é o tráfico de energias.
17 - A emancipação do dualismo e a síntese dos opostos complementares entra, como consequência de sucessivas etapas de Psicostasia.
Quando os opostos - subjectivo/objectivo, mente/corpo,espaço/tempo, etc - deixam de ser entendidos como opostos, a etapa do Amor foi franqueada. Curiosamente, a mensagem da Grande Esfinge fala em Amar 6 vezes, o que talvez signifique que 6 vezes os opostos terão que ser ultrapassados (alquimizados, transmutados) para se atingir a etapa ou plataforma da iluminação.
Mas antes de amar, a mesma mensagem fala de:
Saber
Querer
Ousar
Deter-se
Não há melhor guia para u a real iniciação do que estes itens
18 - É frequente confundir transe mediúnico ou hipnose com iluminação: mas iluminação, dentro da escala hierárquica dos níveis de consciência vibratória, situa-se no lado oposto da hipnose. Pelo contrário, iluminação coincide com a vivência plena dos arquétipos profundos, depois de um longo, tortuoso e labiríntico périplo em que as memórias (energias) ancestrais foram desestruturadas e reestruturadas (= crises e reacções curativas) em sucessivos stresses positivos.
Suzuki, autor do budismo zen, chama-lhe «inconsciente cósmico». Ao «inconsciente colectivo» de Carl Jung, para que seja aceitável em Noologia, apenas há que acrescentar o «lado positivo do inconsciente colectivo», para termos um sinónimo de iluminação ou «satori».
19 - Os transes hipnóticos, inspirados por Mesmer e Freud, são uma ratoeira das mais evidentes do processo, cheio delas, que é o processo iniciático mal conduzido.
Toda e qualquer técnica que realize a retenção magnética no corpo etérico é ratoeira que aprisiona o espírito em gaiolas que não lhe pertencem.
20 - Mais ratoeiras. Alterações de pulso e respiração, verificadas numa experiência de EEG, significam apenas que o corpo magnético (campo magnético) foi alterado e retido.
Ainda está por saber se a fotografia Kirlian é apenas fotografia de uma iradiação calórica.
As alterações de pulso e respiração podem igualmente verificar-se durante o sono natural, que é um estado alargado de consciência espontâneo - e um bom protótipo do que deverá ser o processo iniciático de acesso aos arquétipos.
As ondas alfa e teta detectadas em laboratórios de Massachussets, significam apenas ondas alfa e teta, componentes da fisiologia física do corpo físico denso.
21 - O livro «Psicofisiologia da Consciência Cósmica» (Ed. Vozes, Petrópolis, 1978) aponta algumas características dominantes do estado místico: falta apenas acrescentar que esses pontos caracterizariam o estado de iluminação , sendo a única diferença a transitoriedade na experiência mística e a durabilidade na experiência iniciática. Diferença que é fundamental para nos entendermos em Noologia.
22 - «Dissolução dos egos» é componente indispensável - sine qua non - para que um processo , em vez de místico ou beatífico, mereça o nome de iniciático.
É essa dissolução dos egos que significa Cura, que faz da Alquimia, da Magia e da Ritmosofia (Ciclos biocósmicos) a medicina profunda e eterna.
Bibliografia existente no Centro de Estudos Herméticos:
«Psicofisiologia da Consciência Cósmica - Pequeno Tratado de Psicologia Transpessoal - Vol III» - Ed. Vozes, Petrópolis, 1978
«Biologia de la Inmunidad» - J. A. de Loureiro - Ed. Científico-Médica, Barcelona, 1947
«A Consciência Cósmica - Introdução à Psicologia Transpessoal» - Pierre Weil - Ed. Vozes, Petrópolis, 1976
«Cours Complet de Maçonnerie ou Histoire Générale de l'Initiation» - Vassal - Paris, 1832
«Equilibres et Déséquilibres Biologiques - Sensibilité Organique et Methodes Thérapeutiques» - Maurice Vernet - Ed G. Doin, Paris, 1954
«Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus» - Carlos H. C. Silva - Ed. Didaskalia, Lisboa, 1986
«O Homem Invisível» - C.W. Leadbeater - Ed. Pensamento, São Paulo, 1967
«Iniciaciones Místicas» - Mircea Eliade - Ed Taurus, Madrid, 1975
«O Jogo das Contas de Vidro» - Herman Hesse - Ed. Record, Rio, 1971
«A Magia Atlante» - Murry Hope - Ed. Estampa, Lisboa, 1991
«A Magia Celta» - D. J. Conway - Ed. Estampa, Lisboa, 1994
«Os Mistérios Egípcios» - Arthur Versluis - Ed. Cultrix, São Paulo, 1988
«Mistérios Egípcios» - Lucie Lamy - Ediciones del Prado, Madrid, 1993
«Milagre e Fé na Cura» - Fred Wachsmann - Lisboa, 1953
«Milagres de Lourdes» - Alexis Carrel - Ed Educação Nacional, Porto, 1958
«A Oração» - Alexis Carrel - Ed. Tavares Martins, Porto, 1945
«Plantas, Chamanismo y Estados de Consciencia» - Vários autores - Los Libros de la Liebre de Marzo, Barcelona, 1994
«Psicobiologia del Estrés» - Manuel Valdés - Ed. Martinez Roca, Barcelona, 1990
«As Revelações da Morte» - Leão Chestov - Ed. Moraes, Lisboa, 1960
«Transmutations a Faible Energie» - C. L. Kervran - Ed. Maloine, Paris, 1972
«Ritos de Passagem» - John Holm e John Bowker - Ed. PEA, Lisboa, 1994
«O Tao da Física» - Fritjof Capra - Ed Presença, Lisboa, 1989
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Noologia geral- MEDICINA ENERGÉTICA:QUADRO DAS TERAPIAS EM USO
Todas as medicinas, em princípio, são energéticas. Mesmo a medicina alopática, quando receita medicamentos químicos, está a fazer um transfert de energia para o doente.
Questão, no nosso estudo, é, portanto, distinguir :
a) Os níveis de energia em que cada terapia actua ou não actua
b) Em caso de transfert , que qualidade de energia se transfere
c) Que critério usar para saber a quantidade de energia a transferir
Com estes três princípios - o nível, a qualidade e a quantidade das energias - já temos um primeiro critério de avaliação que nos irá permitir seleccionar as terapias - técnicas e métodos - em função do seu valor energético. Que aqui, em Noologia, chamaremos também valor vibratório.
Tomando a pirâmide do ser humano - pois, energeticamente falando, e como se sabe desde Hermes Trismesgisto, nós somos pirâmides - podemos distinguir, desde já, 4 grandes áreas:
a) Energias infra-terrestres
b) Energias terrestres/telúricas/ Magnetismo/Electromagnetismo
c) Energias subtis ou da alma, de frequência mais elevada
d) Energias cósmicas, ou espirituais, ou energias primordiais da criação, fonte eterna de vida e da Vida.
Partindo do princípio que a fonte das fontes se situa no vértice da pirâmide e que essa fonte se pode , com toda a legitimidade, chamar Espírito - pirâmide do Espírito - as terapias são tanto mais poderosas quanto mais aproximarem o corpo físico das energias de alta frequência: ou seja, das energias da dupla pirâmide da Alma e da pirâmide do Espírito.
Como todas as tradições sagradas afirmaram, o ser humano é trinitário:
a) Pirâmide do Corpo
b) Dupla Pirâmide da Alma
c) Pirâmide do Espírito
TÉCNICAS MANIPULATÓRIAS
Mas um outro factor de apreciação virá afinar o nosso critério de avaliação das energias e consequentemente das técnicas operatórias energéticas que delas decorrem e que vamos estudar, até sabermos escolher uma ou algumas delas como preferidas.
Para que saibamos, em cada caso concreto, em cada sintoma, em cada doença , em cada indivíduo, qual a terapia ou terapias mais aconselháveis, deveremos distinguir entre duas maneiras filosóficas (digamos assim) de encarar o ser humano e a sua missão no Planeta Terra:
a) Técnicas terapêuticas abertas
b) Técnicas terapêuticas manipulatórias
As técnicas abertas respeitam o destino de cada um, «obrigam-no» a realizar uma alquimia interior de sua inteira responsabilidade.
As técnicas manipulatórias intervêm (quanto a nós abusivamente) no destino de cada um.
Em nossa opinião, as técnicas manipulatórias não deverão ser utilizadas por sistema, mas apenas em casos de recurso e/ou emergência muito particulares:
a) Massagem shiatsu ou ocidental
b) Osteopatia/Vertebroterapia
c) Acupunctura
d) Reiki ou imposição de mãos
e) Etc
Técnicas abertas , por oposição a técnicas manipulatórias, chamamos nós àquelas que se limitam a estimular os mecanismos de autoregulaçao do organismo ( o sistema imunitário, por exemplo) deixando a estes mecanismos de autoregulação o restabelecimento da ordem perdida.
São, por exemplo, técnicas abertas:
a) Oligoterapia /Metaloterapia/ Cromoterapia
b) Floralterapia de Bach
c) Homeopatia
d) Aromoterapia
e) Homeopatia
f) Chi Kung
g) Alquimia alimentar/Trofoterapia
h) Medicina Ortomolecular
i) Etc
Numa zona intermédia bastante indefinida e que exige um trabalho de pesquisa quase «laboratorial» para chegar a uma conclusão mais apurada, situam-se:
a) Yogas
b) Meditação transcendental
c) Etc
O nosso estudo de Noologia Médica irá incidir sobre algumas destas terapias mas, principalmente e numa primeira fase - Grau I -, daremos os fundamentos filosóficos e noológicos - energéticos propriamente ditos - em que assenta toda e qualquer terapia, do corpo, da alma ou do espírito.
Ou seja, daremos relevo a uma concepção holística do ser humano - e às interdependências entre órgãos, entre níveis vibratórios de consciência, entre mecanismos autoreguladores, entre células, entre corpos energéticos (que, como estabeleceu Rudolfo Steiner, são 7) .
Ou seja, daremos informação necessária e suficiente aos nossos estudantes para que orientem o seu trabalho no sentido que mais e melhor quadre à sua sensibilidade, à sua maneira de ser, ao seu temperamento (biótipo), à sua personalidade, à sua vocação. Ao seu destino cósmico.
E, claro, à carreira técnica que porventura queiram seguir no âmbito das terapias.
Mas é evidente que uma formação em Homeopatia, em Yoga, em Expressão corporal, em Tai chi Chuan, em Sofrognose, por exemplo, exige uma alta especialização, que este nosso estudo de Noologia geral não abrange.
Cada especialidade é um ramo optativo, no qual os nossos estudantes estarão apetrechados a fazer, para eles, a melhor escolha.
O maior ênfase, nas nossas aulas, será dado às chamadas 3 medicinas caseiras , aquelas cuja simplicidade de processos permite a qualquer pessoa aprender e aplicar, em si e nos outros, mesmo que não queira profissionalizar-se neste campo.
Tratar de si mesmo é uma coisa que, se o mundo estivesse certo, se aprenderia desde a escola pré-primária.
Chamamos «caseiras» a 3 terapias que nem por serem simples e acessíveis deixam de ser mais poderosas e operativas:
a) Oligoterapia
b) Floralterapia
c) Alquimia alimentar Yin-Yang
VAMOS CONHECER AS ENERGIAS
Resumindo e concluindo esta breve apresentação do nosso estudo de medicina energética - ou de bioenergética aplicada à medicina:
- vamos conhecer energeticamente o ser humano
- vamos distinguir a quantidade da qualidade das energias
- vamos conhecer os mecanismos de transformação, mutação e transfert de energias
- vamos aprender a detectar energeticamente os órgãos que estão mais afectados.
É precisamente na detecção (ou diagnóstico) onde a medicina energética tem a sua mais espectacular aplicação prática.
Muitos de nós estão já familiarizados, por exemplo, com essa técnica prodigiosa de detecção que é a Iridologia.
Mas a íris, enquanto zona reflexa e reflexogénica, é apenas uma das técnicas de detecção. Outras zonas existem, como sabem:
a) Palma da Mão
b) Sola do pé
c) Coluna vertebral
d) Pavilhão auricular (Auriculoterapia)
e) Nariz
f) Pulsos
g) Pele em geral
A pele, de facto, é um vasto ecrã que pode espelhar o mundo interno e não visível dos órgãos e vísceras.
Na pele se reflectem, energeticamente falando:
a) Os meridianos de acupunctura
b) Os pontos de acupunctura
Um sinal , uma borbulha, um prurido, um ponto doloroso, sem causa traumática externa, têm sempre um significado que o nosso estudo de Noologia irá ajudar a conhecer.
Na pele, os órgãos falam.
Falando em detecção ou diagnóstico energético, outras técnicas além da reflexologia, deverão citar-se, até porque os chamados órgãos de comunicação social os têm explorado comercialmente até à náusea, contribuindo para o seu completo desprestígio junto da classe científica.
É preciso dizer que as ciências sagradas - hoje tão intencionalmente aviltadas pelos meios mediáticos e nem só - são mais científicas do que as ciências profanas. E que a Noologia serve exactamente para estabelecer os fundamentos científicos das 12 ciências sagradas .
Queiram ou não, os charlatães da ciência ordinária e os charlatães das ciências ditas ocultas, o próximo, muito próximo futuro será das 12 ciências sagradas.
Voltando aos métodos de detecção e diagnóstico que iremos, no nosso estudo, reabilitar, deverão citar-se:
a) Tarô
b) I Ching
c) Kirliangrafia
d) Pêndulo de Radiestesia Holística.
e) Etc
O pêndulo de radiestesia holística , como iremos aprender no nosso estudo, é o instrumento de trabalho imprescindível, a bússola que nos guia na viagem pelas energias .
Ele é imprescindível não só em diagnóstico/detecção mas também em terapia e, de um modo geral, na compreensão global e holística das bioenergias humanas :
a) Energias alimentares
b) Energias do ambiente
c) Energias psíquicas
d) Energias espirituais
e) Energias cósmicas ou filosofais (Enxofre + Mercurio + Sal = Pedra Filosofal).
Entre as múltiplas actividades terapêuticas a que hoje assistimos no comércio, é difícil, por exemplo, perceber se deveremos dar crédito a técnicas como:
a) Terapias magnéticas
b) Reiki
c) Terapias mediúnicas ou espíritas
d) Yogas
e) Meditação
f) Relaxação ou treino autógeno
g) Tai Chi Chuan
h) Do-In
i) Hipnoterapia
j) Etc
Iremos, no nosso estudo de Noologia Elementar, situar devidamente, na escala hierárquica das energias, as técnicas existentes, ajuizando do seu valor não só terapêutico mas, o que me parece bem mais importante, no contributo que dão ou não dão à evolução espiritual do ser humano e à sua entrada na Era Zodiacal do Aquário, onde ficamos obrigados a construir a Nova Idade de Ouro.
Esse é , em Noologia, o critério supremo que rege os nossos juízos de valor relativamente ao vasto quadro das terapias em voga.
E não é por uma terapia ser hoje popular , ter adeptos, arrastar até multidões que vamos dar-lhe crédito, energeticamente falando.
O valor vibratório de cada terapia, é, em qualquer caso, o critério que nos permite separar a qualidade da falta de qualidade, o trigo do joio.
Resumindo, são factores que fundamentam o nosso critério de escolha da terapia mais indicada:
a) As terapias de mais alto valor vibratório
b) As terapias mais globais e holísticas (face às que usam produtos e tratamentos específicos)
c) As terapias testadas pela maior antiguidade, como por exemplo:
1) Ayurvédica
2) Medicina tradicional chinesa
3) Medicina tibetana
4) Medicina antroposófica
5) Etc.
Afonso Cautela
Lisboa, 12/1/1997
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Noologia Geral - Fichas de Estudo: GLOSSÁRIO DAS ENERGIAS
Falando de iniciação e de energias que intervêm na iniciação, podemos indicar, nesta Ficha, uma primeira lista de palavras-chave que, tal como indica o programa de matérias, é um dos itens obrigatórios da cadeira de Noologia.
Este glossário será o fio de continuidade que irá dando sequência ao curso, ficha após ficha, tema após tema, item após item.
No capítulo «Cura Iniciática, Reacções curativas, Medicina e Magia» podemos, desde já, avançar algumas expressões-chave que intervêm no processo iniciático e que o estudante poderá aprofundar consultando bibliografia indicada , ou descoberta por si, e/ou um bom dicionário de matérias noológicas, de que serão indicadas também algumas sugestões entre a bibliografia disponível no mercado editorial.
Podem iniciar a vossa própria lista de A a Z:
Alergia (Menetrier)
Anafilaxia/Imunidade
Anergia (Menetrier)
Arrogância (Michio Kushi)
Aura ( R. Steiner)
Biótipos (Vários autores e sistemas)
Ciclos viciosos
Ciência espiritual (R Steiner)
Clarividente (Vulgo)
Cura iniciática (AC)
Devoção ( R. Steiner)
Diáteses (Menetrier)
Efeitos e ciclos perversos (Medicina tradicional chinesa)
Energias perversas (Medicina tradicional chinesa)
Enxofre filosofal
Enxofre metal
Experiência interna (R. Steiner)
Fases alquímicas
Gnose Vibratória (EG)
Iatrogénese ( Ciência vulgar)
Mundos superiores (R. Steiner)
Mutação
Predisposições
Psicostasia (Livro dos Mortos Egípcio)
Qualidade noética (W. James)
Reacções curativas (Hipócrates)
Segunda Morte
Stresses positivos (Etienne Guillé)
Trabalho interior (R. Steiner)
FRASES ESCOLHIDAS
«Os sentimentos são a nutrição da alma , tal como os alimentos são a nutrição do corpo» (R. Steiner)
«O monge medieval , na escuridão da sua cela e o eremita na sua caverna, faziam uso , não de substâncias psicadélicas mas de:
- isolamento sensorial
- privação do sono
- disciplinas meditativas
- jejuns
Para provocar alterações bioquímicas e abrir as porta dos níveis mentais inconscientes (pg. 88-89)
OBRAS DE STEINER QUE CONVERGEM NO TEMA INICIAÇÃO:
- Os Graus do Conhecimento Superior- O Caminho Iniciático da Imaginação, da Inspiração e da Intuição
- O Conhecimento Iniciático -As vivências supra-sensíveis nas várias etapas da iniciação
- O Limiar do Mundo Espiritual - Considerações aforísticas
- A Ciência do Oculto
- A Direcção Espiritual do Homem e da Humanidade
- Um caminho Para o Conhecimento de Si
- O Centro do Mundo Espiritual
- Teosofia, Introdução ao Conhecimento Suprasensível do Mundo e do Destino Humano
- A Crónica de Akasha - A Génese da Terra e da Humanidade: uma leitura esotérica
POSTULADOS DETECTADOS NA BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Tudo é Um
Universo do Diverso
REAGRUPAMENTOS DETECTADOS
Consciência mística =
= samadi ( hinduismo)
= satori ( zen-budismo
= visão beatífica (cristianismo)
Perguntas de indução à pesquisa (para os que gostam de pesquisar):
- Qual o fenómeno contrário da imunidade?
- Qual o termo oposto de Tempo? E de Espaço?
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CURA INICIÁTICA, MAGIA E ALQUIMIA
Quando a Medicina, com o nome de Magia, era uma das 12 ciências sagradas(hierofantes egípcios), era uma arte operativa e, portanto, curativa - curar tinha o exacto sentido de iniciar alguém na via iniciática.
Não se tratava , com a iniciação, de abafar sintomas , como faz hoje a medicina química, mas de estimular defesas naturais (a Imunidade) e as reacções curativas.
Sem reacções curativas não há cura nem percurso iniciático, nem evolução de nível na escala hierárquica de consciência, nem subida na vertical dos mundos a que Rudolfo Steiner chama «suprasensíveis».
Hipócrates herdou, dos mistérios egípcios, provavelmente via Pitágoras, o princípio das reacções curativas. Os neo-hipocráticos e naturo-vegetarianos do princípio do século, ainda tentaram fazer valer o nobre princípio do sábio grego de Cos, o nobre princípio em que a Medicina ainda revelava as suas raízes mágicas (a árvore invertida da Kaballah tem, como se sabe, as raízes no Céu).
Mas, depressa, a febre dos frasquinhos e a exploração lucrativa dos específicos perverteu o princípio holístico das medicinas naturais e da «panaceia universal» dos hispagiritas (Paracelso). As medicinas naturais, nesse particular dos frasquinhos, ficaram iguais à medicina química sintomática, embora o número de específicos seja menos extenso e, portanto, menos obsceno.
A medicina natural passou também a abafar sintomas - a consolar os aflitos - , em vez de curar, ou seja, em vez de permitir ao doente aproveitar a hipótese de evoluir energeticamente na vertical, já que foi essa sempre a função da doença, ou antes daquilo a que a moderna medicina chama doenças.
A Macrobiótica de Jorge Oshawa, como terapêutica energética, ainda tentou pegar no fio da tradição (neste caso, da tradição taoísta/zen) mas logo foi abafada também pela moda consolatriz.
O mercado ficaria inundado de técnicas de consolação e beatitude, nomeadamente magnéticas, desde a massagem ao Reiki (imposição de mãos), desde o yoga à meditação transcendental.
«Sinto-me muito bem com o tratamento que ele me fez» - passou a ser a frase mais ouvida nas salas de espera dos consultórios, quer de homeopatas, quer de acupunctores, quer de massagistas, quer de mestres de meditação, quer de curandeiros menos ortodoxos, de cartomantes e videntes, bruxos e adivinhos, etc.
Entretanto as medicinas naturais, derradeira oportunidade de fazer evoluir o doente enterrado na sociedade de consumo, na poluição e no poço do virtual - energeticamente zero - deixaram de pretender ensinar o doente a progredir, tratando-o por acalmia magnética .
«O que interessa é os resultados» - respondem, pragmaticamente, os adeptos das técnicas sintomatológicas ou de estagnação energética, por oposição às técnicas causais ou motivadoras de reacções curativas.
De facto, fazendo, momentaneamente, o doente «sentir-se bem», os consultórios passam a ficar mais cheios. Acima de tudo, os doentes passam a ser doentes para toda a vida, ficando em monodependência perpétua do terapeuta.
A técnica sintomatológica agrada a todos - médicos e doentes.
PONTOS DE PASSAGEM
O trabalho educativo a fazer hoje pela medicina energética , pela alquimia energética, pela magia energética, passa assim por vários pontos, que começamos agora a enunciar mas que continuaremos a enunciar em futuras fichas de estudo:
1 - O terapeuta deverá deverá reconverter-se em professor de saúde: talvez ganhe menos materialmente, mas ganhará muito mais espiritualmente (e quando falamos em Espírito é de energias que falamos).
2 - As reacções curativas (Hipócrates) ou stresses positivos (Etienne Guillé) deverão ser ensinados ao doente: o doente terá uma primera consciência que lhe permitirá distinguir reacções patológicas das reacções curativas
3 - Se a doença é uma oportunidade de evoluir, de realinhar os ritmos ou ciclos de 7 em 7 anos que todo o ser humano, em princípio deverá cumprir, pena será que as medicinas façam abortar sistematicamente essa oportunidade
4 - Quando Jorge Oshawa disse, no livro «O Cancro e a Filosofia do Extremo Oriente» ( Porto Alegre, s/d) que deveríamos estar gratos ao Cancro, estava a tentar dizer que essa doença cósmica deve ser encarada como uma oportuniade iniciática (Rudolfo Steiner) de dar um salto qualitativo na escala dos níveis vibratórios de consciência , na subida da vertical aos corpos suprasensíveis.
5 - Místicos e doutores em misticismo, como o brasileiro Pierre Weil, da Psicologia Transpessoal, têm concorrido para a grande confusão, nomeadamente com os equívocos psicofisiológicos da chamada parapsicologia, da hipnoterapia e do experimentalismo obsceno em laboratórios.
6 - Evoluir não significa ver auras, ver a cor das auras, ver luzinhas a apagar e a acender, levitar e outras pequenas magias domésticas, mais perversas que domésticas.
Evoluir significa ganhar um grau de evolução espiritual da qual o acto mágico operativo poderá naturalmente decorrer: ou seja, é a ordem inversa do que hoje se ensina.
7 - É impensável que num livro sobre magia celta (*) à segunda ou terceira página, a autora já esteja a ensinar ao leitor como se faz uma sessão mágica, com velas, círculos mágicos, punhal, vara mágica, pentáculo, incenso, caldeirão, espada e etc.
É impensável que a vulgarização da magia venha enterrar ainda mais a medicina que já era uma forma degradada de magia.
8 - Algumas ordens e seitas que se dizem de iniciação também ajudam a depreciar o processo iniciático, tornando-o um ritual vazio de sentido e de conteúdo (*)
9 - Colocando a alquimia na célula (ADN da célula) e nos processos de divisão celular, a iniciação é puramente interior e são os mecanismos de autoregulação (sistema imunitário lhe chama a ciência ) que irão encarregar-se disso.
Ao automatismo dos processos e mecanismos auto-reguladores chama-se a parte «oculta» da iniciação nos vários «colégios de mistérios ».
10 - Os estudos encefalográficos sobre a meditação Zen ou sobre o uso do LSD (ácido lisérgico), realizados em laboratórios de experimentação nos EUA (Massachusstes) , avaliam, na melhor das hipóteses as variações do corpo etérico , talvez mais do corpo físico do que do etérico, visto que os electroencefalógrafos vibram apenas na frequência material de N8.
Nenhum aparelho de medida usado pelos laboratórios de psicologia transpessoal poderá analisar frequências vibratórias de outro nível vibratório: de N16 a N56.
A neurofisiologia tem assim agravado os equívocos místicos e magnéticos e hipnóticos.
11 - A psicostasia (Ver livro dos mortos dos antigos egípcios) ou julgamento do iniciando, tal como o movimento alquímico, está sempre omissa dos rituais ditos iniciáticos das ordens ditas iniciáticas.
Ora, como se tem dito desde a Ficha Nº 1, sem psicostasia e sem alquimia, não existe iniciação, não existe cura, não existem reacções curativas, não existe evolução, não existe regulação do bioritmo, reordenamento dos ciclos naturais, etc: existe apenas, na melhor das hipóteses, contemplação, beatitude, êxtase ou simulacros disso, estado de (in) consciência que aparece enfatizado e exaltado em todos os livros de pretensa magia, de pretensa iniciação, de pretensa evolução espiritual.
As energias alquímicas ou filosofais não podem ser fabricadas sem stresses, sem reacções curativas, sem crises sazonais (a bioritmosofia é indissociável de qualquer processo de cura iniciática).
12 - A ciência experimental - em parapsicologia, em neurofisiologia - tem um sentido material (ista) e meramente laboratorial, de observação externa. O processo iniciático fala de excperiência mas de experiência experimentada, vivida e vivenciada, alquimizada, metabolizada, integrada, em que observador e observado coincidem ( Ver Fritjof Capra, in «O Tao da Física»)
13 - As drogas ditas psicoactivas, pelo contrário, actuam em níveis vibratórios de frequências mais elevadas (até N40 ou N48) mas não respeitam 2 condições:
a) A preparação demorada e gradual do Suporte Vibratório
b) O escalonamento hierárquico, degrau a degrau, da subida na vertical e dos vários níveis vibratórios. As drogas alteradoras dos estados de consciência (como dizem os da psicologia transpessoal) começam a construir o edifício ao contrário, começam pelo telhado sem que os alicerces estejam implantados.
Os alicerces são todo o trabalho, por fases, com método, com ritmo, de fabricação das energias alquímicas filosofais através da subida na vertical.
14 - A hipertrofia atribuída ao cérebro nos estudos neurofisiológicos contraria a harmonia alquímica das energias . Para alcançar consciência do não tempo e do não espaço, é necessário um tempo cronológico (duração ou durée - Bergson) não havendo, portanto, iniciações-relâmpago ou iniciações rápidas.
15 - Não é o mestre que inicia o discípulo, como dizem algumas escolas modernas muito difundidas, mas o discípulo que se auto-inicia depois de ser instruído sobre o mecanismo do processo.
16 - Os monges da Ordem Nyingma usam, constantemente, para vibrar, sinos e outros meios vibráteis (moinhos de oração) que obrigam , segundo a visão noológica, os mecanismos de autoregulação do monge a estar despertos, ou seja, a vibrar em ressonância com níveis cada vez mais altos.
Estar desperto não significa, desde logo, estar iluminado, confusão muito corrente hoje em dia, no mundo de simulacros, ilusões e mentiras que é o tráfico de energias.
17 - A emancipação do dualismo e a síntese dos opostos complementares entra, como consequência de sucessivas etapas de Psicostasia.
Quando os opostos - subjectivo/objectivo, mente/corpo,espaço/tempo, etc - deixam de ser entendidos como opostos, a etapa do Amor foi franqueada. Curiosamente, a mensagem da Grande Esfinge fala em Amar 6 vezes, o que talvez signifique que 6 vezes os opostos terão que ser ultrapassados (alquimizados, transmutados) para se atingir a etapa ou plataforma da iluminação.
Mas antes de amar, a mesma mensagem fala de:
Saber
Querer
Ousar
Deter-se
Não há melhor guia para u a real iniciação do que estes itens
18 - É frequente confundir transe mediúnico ou hipnose com iluminação: mas iluminação, dentro da escala hierárquica dos níveis de consciência vibratória, situa-se no lado oposto da hipnose. Pelo contrário, iluminação coincide com a vivência plena dos arquétipos profundos, depois de um longo, tortuoso e labiríntico périplo em que as memórias (energias) ancestrais foram desestruturadas e reestruturadas (= crises e reacções curativas) em sucessivos stresses positivos.
Suzuki, autor do budismo zen, chama-lhe «inconsciente cósmico». Ao «inconsciente colectivo» de Carl Jung, para que seja aceitável em Noologia, apenas há que acrescentar o «lado positivo do inconsciente colectivo», para termos um sinónimo de iluminação ou «satori».
19 - Os transes hipnóticos, inspirados por Mesmer e Freud, são uma ratoeira das mais evidentes do processo, cheio delas, que é o processo iniciático mal conduzido.
Toda e qualquer técnica que realize a retenção magnética no corpo etérico é ratoeira que aprisiona o espírito em gaiolas que não lhe pertencem.
20 - Mais ratoeiras. Alterações de pulso e respiração, verificadas numa experiência de EEG, significam apenas que o corpo magnético (campo magnético) foi alterado e retido.
Ainda está por saber se a fotografia Kirlian é apenas fotografia de uma iradiação calórica.
As alterações de pulso e respiração podem igualmente verificar-se durante o sono natural, que é um estado alargado de consciência espontâneo - e um bom protótipo do que deverá ser o processo iniciático de acesso aos arquétipos.
As ondas alfa e teta detectadas em laboratórios de Massachussets, significam apenas ondas alfa e teta, componentes da fisiologia física do corpo físico denso.
21 - O livro «Psicofisiologia da Consciência Cósmica» (Ed. Vozes, Petrópolis, 1978) aponta algumas características dominantes do estado místico: falta apenas acrescentar que esses pontos caracterizariam o estado de iluminação , sendo a única diferença a transitoriedade na experiência mística e a durabilidade na experiência iniciática. Diferença que é fundamental para nos entendermos em Noologia.
22 - «Dissolução dos egos» é componente indispensável - sine qua non - para que um processo , em vez de místico ou beatífico, mereça o nome de iniciático.
É essa dissolução dos egos que significa Cura, que faz da Alquimia, da Magia e da Ritmosofia (Ciclos biocósmicos) a medicina profunda e eterna.
Bibliografia existente no Centro de Estudos Herméticos:
«Psicofisiologia da Consciência Cósmica - Pequeno Tratado de Psicologia Transpessoal - Vol III» - Ed. Vozes, Petrópolis, 1978
«Biologia de la Inmunidad» - J. A. de Loureiro - Ed. Científico-Médica, Barcelona, 1947
«A Consciência Cósmica - Introdução à Psicologia Transpessoal» - Pierre Weil - Ed. Vozes, Petrópolis, 1976
«Cours Complet de Maçonnerie ou Histoire Générale de l'Initiation» - Vassal - Paris, 1832
«Equilibres et Déséquilibres Biologiques - Sensibilité Organique et Methodes Thérapeutiques» - Maurice Vernet - Ed G. Doin, Paris, 1954
«Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus» - Carlos H. C. Silva - Ed. Didaskalia, Lisboa, 1986
«O Homem Invisível» - C.W. Leadbeater - Ed. Pensamento, São Paulo, 1967
«Iniciaciones Místicas» - Mircea Eliade - Ed Taurus, Madrid, 1975
«O Jogo das Contas de Vidro» - Herman Hesse - Ed. Record, Rio, 1971
«A Magia Atlante» - Murry Hope - Ed. Estampa, Lisboa, 1991
«A Magia Celta» - D. J. Conway - Ed. Estampa, Lisboa, 1994
«Os Mistérios Egípcios» - Arthur Versluis - Ed. Cultrix, São Paulo, 1988
«Mistérios Egípcios» - Lucie Lamy - Ediciones del Prado, Madrid, 1993
«Milagre e Fé na Cura» - Fred Wachsmann - Lisboa, 1953
«Milagres de Lourdes» - Alexis Carrel - Ed Educação Nacional, Porto, 1958
«A Oração» - Alexis Carrel - Ed. Tavares Martins, Porto, 1945
«Plantas, Chamanismo y Estados de Consciencia» - Vários autores - Los Libros de la Liebre de Marzo, Barcelona, 1994
«Psicobiologia del Estrés» - Manuel Valdés - Ed. Martinez Roca, Barcelona, 1990
«As Revelações da Morte» - Leão Chestov - Ed. Moraes, Lisboa, 1960
«Transmutations a Faible Energie» - C. L. Kervran - Ed. Maloine, Paris, 1972
«Ritos de Passagem» - John Holm e John Bowker - Ed. PEA, Lisboa, 1994
«O Tao da Física» - Fritjof Capra - Ed Presença, Lisboa, 1989
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Noologia geral- MEDICINA ENERGÉTICA:QUADRO DAS TERAPIAS EM USO
Todas as medicinas, em princípio, são energéticas. Mesmo a medicina alopática, quando receita medicamentos químicos, está a fazer um transfert de energia para o doente.
Questão, no nosso estudo, é, portanto, distinguir :
a) Os níveis de energia em que cada terapia actua ou não actua
b) Em caso de transfert , que qualidade de energia se transfere
c) Que critério usar para saber a quantidade de energia a transferir
Com estes três princípios - o nível, a qualidade e a quantidade das energias - já temos um primeiro critério de avaliação que nos irá permitir seleccionar as terapias - técnicas e métodos - em função do seu valor energético. Que aqui, em Noologia, chamaremos também valor vibratório.
Tomando a pirâmide do ser humano - pois, energeticamente falando, e como se sabe desde Hermes Trismesgisto, nós somos pirâmides - podemos distinguir, desde já, 4 grandes áreas:
a) Energias infra-terrestres
b) Energias terrestres/telúricas/ Magnetismo/Electromagnetismo
c) Energias subtis ou da alma, de frequência mais elevada
d) Energias cósmicas, ou espirituais, ou energias primordiais da criação, fonte eterna de vida e da Vida.
Partindo do princípio que a fonte das fontes se situa no vértice da pirâmide e que essa fonte se pode , com toda a legitimidade, chamar Espírito - pirâmide do Espírito - as terapias são tanto mais poderosas quanto mais aproximarem o corpo físico das energias de alta frequência: ou seja, das energias da dupla pirâmide da Alma e da pirâmide do Espírito.
Como todas as tradições sagradas afirmaram, o ser humano é trinitário:
a) Pirâmide do Corpo
b) Dupla Pirâmide da Alma
c) Pirâmide do Espírito
TÉCNICAS MANIPULATÓRIAS
Mas um outro factor de apreciação virá afinar o nosso critério de avaliação das energias e consequentemente das técnicas operatórias energéticas que delas decorrem e que vamos estudar, até sabermos escolher uma ou algumas delas como preferidas.
Para que saibamos, em cada caso concreto, em cada sintoma, em cada doença , em cada indivíduo, qual a terapia ou terapias mais aconselháveis, deveremos distinguir entre duas maneiras filosóficas (digamos assim) de encarar o ser humano e a sua missão no Planeta Terra:
a) Técnicas terapêuticas abertas
b) Técnicas terapêuticas manipulatórias
As técnicas abertas respeitam o destino de cada um, «obrigam-no» a realizar uma alquimia interior de sua inteira responsabilidade.
As técnicas manipulatórias intervêm (quanto a nós abusivamente) no destino de cada um.
Em nossa opinião, as técnicas manipulatórias não deverão ser utilizadas por sistema, mas apenas em casos de recurso e/ou emergência muito particulares:
a) Massagem shiatsu ou ocidental
b) Osteopatia/Vertebroterapia
c) Acupunctura
d) Reiki ou imposição de mãos
e) Etc
Técnicas abertas , por oposição a técnicas manipulatórias, chamamos nós àquelas que se limitam a estimular os mecanismos de autoregulaçao do organismo ( o sistema imunitário, por exemplo) deixando a estes mecanismos de autoregulação o restabelecimento da ordem perdida.
São, por exemplo, técnicas abertas:
a) Oligoterapia /Metaloterapia/ Cromoterapia
b) Floralterapia de Bach
c) Homeopatia
d) Aromoterapia
e) Homeopatia
f) Chi Kung
g) Alquimia alimentar/Trofoterapia
h) Medicina Ortomolecular
i) Etc
Numa zona intermédia bastante indefinida e que exige um trabalho de pesquisa quase «laboratorial» para chegar a uma conclusão mais apurada, situam-se:
a) Yogas
b) Meditação transcendental
c) Etc
O nosso estudo de Noologia Médica irá incidir sobre algumas destas terapias mas, principalmente e numa primeira fase - Grau I -, daremos os fundamentos filosóficos e noológicos - energéticos propriamente ditos - em que assenta toda e qualquer terapia, do corpo, da alma ou do espírito.
Ou seja, daremos relevo a uma concepção holística do ser humano - e às interdependências entre órgãos, entre níveis vibratórios de consciência, entre mecanismos autoreguladores, entre células, entre corpos energéticos (que, como estabeleceu Rudolfo Steiner, são 7) .
Ou seja, daremos informação necessária e suficiente aos nossos estudantes para que orientem o seu trabalho no sentido que mais e melhor quadre à sua sensibilidade, à sua maneira de ser, ao seu temperamento (biótipo), à sua personalidade, à sua vocação. Ao seu destino cósmico.
E, claro, à carreira técnica que porventura queiram seguir no âmbito das terapias.
Mas é evidente que uma formação em Homeopatia, em Yoga, em Expressão corporal, em Tai chi Chuan, em Sofrognose, por exemplo, exige uma alta especialização, que este nosso estudo de Noologia geral não abrange.
Cada especialidade é um ramo optativo, no qual os nossos estudantes estarão apetrechados a fazer, para eles, a melhor escolha.
O maior ênfase, nas nossas aulas, será dado às chamadas 3 medicinas caseiras , aquelas cuja simplicidade de processos permite a qualquer pessoa aprender e aplicar, em si e nos outros, mesmo que não queira profissionalizar-se neste campo.
Tratar de si mesmo é uma coisa que, se o mundo estivesse certo, se aprenderia desde a escola pré-primária.
Chamamos «caseiras» a 3 terapias que nem por serem simples e acessíveis deixam de ser mais poderosas e operativas:
a) Oligoterapia
b) Floralterapia
c) Alquimia alimentar Yin-Yang
VAMOS CONHECER AS ENERGIAS
Resumindo e concluindo esta breve apresentação do nosso estudo de medicina energética - ou de bioenergética aplicada à medicina:
- vamos conhecer energeticamente o ser humano
- vamos distinguir a quantidade da qualidade das energias
- vamos conhecer os mecanismos de transformação, mutação e transfert de energias
- vamos aprender a detectar energeticamente os órgãos que estão mais afectados.
É precisamente na detecção (ou diagnóstico) onde a medicina energética tem a sua mais espectacular aplicação prática.
Muitos de nós estão já familiarizados, por exemplo, com essa técnica prodigiosa de detecção que é a Iridologia.
Mas a íris, enquanto zona reflexa e reflexogénica, é apenas uma das técnicas de detecção. Outras zonas existem, como sabem:
a) Palma da Mão
b) Sola do pé
c) Coluna vertebral
d) Pavilhão auricular (Auriculoterapia)
e) Nariz
f) Pulsos
g) Pele em geral
A pele, de facto, é um vasto ecrã que pode espelhar o mundo interno e não visível dos órgãos e vísceras.
Na pele se reflectem, energeticamente falando:
a) Os meridianos de acupunctura
b) Os pontos de acupunctura
Um sinal , uma borbulha, um prurido, um ponto doloroso, sem causa traumática externa, têm sempre um significado que o nosso estudo de Noologia irá ajudar a conhecer.
Na pele, os órgãos falam.
Falando em detecção ou diagnóstico energético, outras técnicas além da reflexologia, deverão citar-se, até porque os chamados órgãos de comunicação social os têm explorado comercialmente até à náusea, contribuindo para o seu completo desprestígio junto da classe científica.
É preciso dizer que as ciências sagradas - hoje tão intencionalmente aviltadas pelos meios mediáticos e nem só - são mais científicas do que as ciências profanas. E que a Noologia serve exactamente para estabelecer os fundamentos científicos das 12 ciências sagradas .
Queiram ou não, os charlatães da ciência ordinária e os charlatães das ciências ditas ocultas, o próximo, muito próximo futuro será das 12 ciências sagradas.
Voltando aos métodos de detecção e diagnóstico que iremos, no nosso estudo, reabilitar, deverão citar-se:
a) Tarô
b) I Ching
c) Kirliangrafia
d) Pêndulo de Radiestesia Holística.
e) Etc
O pêndulo de radiestesia holística , como iremos aprender no nosso estudo, é o instrumento de trabalho imprescindível, a bússola que nos guia na viagem pelas energias .
Ele é imprescindível não só em diagnóstico/detecção mas também em terapia e, de um modo geral, na compreensão global e holística das bioenergias humanas :
a) Energias alimentares
b) Energias do ambiente
c) Energias psíquicas
d) Energias espirituais
e) Energias cósmicas ou filosofais (Enxofre + Mercurio + Sal = Pedra Filosofal).
Entre as múltiplas actividades terapêuticas a que hoje assistimos no comércio, é difícil, por exemplo, perceber se deveremos dar crédito a técnicas como:
a) Terapias magnéticas
b) Reiki
c) Terapias mediúnicas ou espíritas
d) Yogas
e) Meditação
f) Relaxação ou treino autógeno
g) Tai Chi Chuan
h) Do-In
i) Hipnoterapia
j) Etc
Iremos, no nosso estudo de Noologia Elementar, situar devidamente, na escala hierárquica das energias, as técnicas existentes, ajuizando do seu valor não só terapêutico mas, o que me parece bem mais importante, no contributo que dão ou não dão à evolução espiritual do ser humano e à sua entrada na Era Zodiacal do Aquário, onde ficamos obrigados a construir a Nova Idade de Ouro.
Esse é , em Noologia, o critério supremo que rege os nossos juízos de valor relativamente ao vasto quadro das terapias em voga.
E não é por uma terapia ser hoje popular , ter adeptos, arrastar até multidões que vamos dar-lhe crédito, energeticamente falando.
O valor vibratório de cada terapia, é, em qualquer caso, o critério que nos permite separar a qualidade da falta de qualidade, o trigo do joio.
Resumindo, são factores que fundamentam o nosso critério de escolha da terapia mais indicada:
a) As terapias de mais alto valor vibratório
b) As terapias mais globais e holísticas (face às que usam produtos e tratamentos específicos)
c) As terapias testadas pela maior antiguidade, como por exemplo:
1) Ayurvédica
2) Medicina tradicional chinesa
3) Medicina tibetana
4) Medicina antroposófica
5) Etc.
Afonso Cautela
Lisboa, 12/1/1997
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
COSMOSOFIA 2012
keller -1> - gato leitor
POTENCIAL DE PODERES (PARA)PSÍQUICOS É FACULDADE DE TODOS OS SERES HUMANOS
Lisboa, 6/8/1993-10/8/1993 - Os melhores livros da chamada Parapsicologia, como o de Werner Keller («La Parapsychologie ouvre le futur») caem num equívoco fatal: referir listas quase intermináveis de casos e experiências esporádicas, «excepcionais» (que alegadamente «provam» os excepcionais poderes da «mente» humana!...) deixando subentendido e como ponto assente a ideia de que esses casos - de sortilégio e maravilha - são casos únicos de pessoas únicas em momentos únicos. Num certo sentido, os poderes ditos «psi» - vidência, telepatia, premonição, telequinese, etc - correspondendo à lei da ressonância vibratória, acontecem no momento, no lugar e no estado em que podem e têm de acontecer. Mas, em certo sentido - pergunta-se - não deveriam hoje, em 1993, ser excepções históricas, olhadas com a nostalgia de quem olha paraísos perdidos, mas como faculdades inerentes ao ser humano e que o ser humano, com o método próprio, pode adquirir, sem o carácter esporádico, que as mil histórias contadas por Werner Keller induzem a crer?
2 - O que a Radiestesia Alquímica tem a dizer é que os 7 sentidos além dos 5 normalmente desenvolvidos e utilizados, podem desenvolver-se metodica e sistematicamente em todos os seres humanos, seja qual for a sua inteligência, a sua cultura, a sua raça, a sua hereditariedade. Esta ideia que generaliza a todos os seres humanos os poderes psi deverá ser considerada um Grande Momento da RA e uma das suas oportunidades mais fascinantes («um dia todos seremos deuses» disse o imperador Juliano). A palavra «maravilhoso» encontra aí o seu sentido original e o homem como medianeiro - medium - do Céu e da Terra torna-se uma evidência quotidiana. Porque o hipnotismo, a profecia, a visão à distância, a vidência, a adivinhação, etc.. etc. (ver glossário de Werner Keller) estão, através da Radiestesia Alquímica , ao alcance de todos. É o que se pode chamar, também, iniciação. Ou iluminação. Sem este enquadramento num método de fundo, que é a Radiestesia Alquímica, os fenómenos Psi dificilmente perdem o carácter anedótico, fortuito, acidental, esporádico que têm quando descritos mesmo nos melhores livros de Parapsicologia, como é o caso do fabuloso livro de Werner Keller, talvez a obra mais completa, exaustiva e exemplarmente bem escrita sobre os fenómenos ditos parapsíquicos.
3 - Fenómenos que não se detectam com as máquinas que temos ou possamos vir algum dia a fabricar: fenómenos que só se detectam com a «máquina» naturalmente feita para os captar e que é o ser humano com os seus 600 biliões de células, o ADN onde reside, multiplicada por esse número de vezes, toda a informação do mundo - passado, presente e futuro. Para lá do tempo e do espaço. Para lá dos 5 sentidos conhecidos e reconhecidos e a que temos sido confinados nesta era zodiacal reducionista e mesquinha.
4 - A atitude mental alimentada por esses livros é a de cepticismo e dúvida em relação aos «milagres» relatados. Pura tolice é a dúvida pela dúvida. Do que se trata é de banalizar esses «dotes» e «casos» e «fenómenos» excepcionais, de os democratizar, de os tornar na Nova Idade de Ouro, tão banais, quotidianos e frequentes como o eram na outra Idade de Ouro, na era zodiacal do Carneiro, em que floresceu a divina civilização do Egipto dos Faraós. Não é uma ciência baseada na lei da causalidade que vai compreender fenómenos que ocorrem num campo onde não reina a causalidade mas a sincronicidade. Não é a lógica que vai interpretar ocorrências do mundo analógico. Não é com cepticismo sistemático ou metódico que se chega à Fé. Não é com instrumentos abaixo do espírito que se vão medir fenómenos do espírito. [ Ver ESCALAS, CAMPOS, PATAFÍSICA, CIÊNCIA DA EXCEPÇÃO, etc ]
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1-4 – editável on line sem pestanejar urgente leituras selectas
pda -1> - pesquisar na net - file com anexos - pda = poder dos aromas - dossiês especiais
domingo, 13 de Outubro de 2002
O PODER CURATIVO DOS AROMAS E A BIOELECTRÓNICA DE L.C. VINCENT
Interroguemos as múmias. Qual é a causa da sua conservação ilimitada? Ela é devida, em grande parte, à introdução, no lugar das vísceras, de uma mistura encerrando corpos aromáticos, menta, canela, nafta, etc., os quais, postos imediatamente a seguir à morte, se espalham por todo o organismo e se opõem à putrefacção.
1 - As essências são também designadas pelos nomes de «óleos essenciais», «óleos voláteis», «óleos etéricos», oleatos ou oleolos.
A cada planta corresponde uma essência específica - uma apenas - contendo numerosos constituintes, um dos quais predomina: álcool, aldeído, fenol, acetona, etc.
Insolúveis na água, são solúveis em álcool, acetona, glicerina, éter, propileno.
As chamadas «essências naturais de plantas» - para se distinguirem das «essências sintéticas químicas» - são obtidas por destilaria em presença da água num alambique.
2 - O recurso aos aromas como terapia deverá ser mais conhecido, dado o número de situações difíceis que resolve, desde que aplicado com a prudência necessária.
Ao contrário das diluições homeopáticas e mesmo das microdoses dos oligoelementos, a Aromoterapia utiliza essências que são, à partida, concentrados muito fortes de uma determinada substância ou conjunto de substâncias. São, portanto, produtos de grande força e essa força terá de ser aplicada com a maior prudência. Sempre em microdoses.
Para já, enumeremos os vários campos em que o poder curativo das essências se verifica.
PODER BACTERICIDA - I
3 - Poder antiséptico - É o mais conhecido, através dos milénios. Mas foi recentemente que os bactereologistas confirmaram as noções empíricas da experiência do passado. Foi preciso, no entanto, esperar pelo aparecimento de um aparelho denominado «bioelectronimómetro» - de Louis Claude Vincent - para obter medidas estáveis e renováveis. Foi graças a esse aparelho de Louis Claude Vincent que se realizaram estudos pondo em evidência 3 noções até então não levadas em consideração pela medicina: o PH, a resistividade e a Osmose. (Ver adiante o desenvolvimento deste ponto 1)
OUTROS PODERES DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
4 - Poder anti-veneno - Nos Alpes, os caçadores, em caso de mordedura dos cães pelas víboras que tomam banho de sol nos rochedos, usam um pouco de lavanda, friccionando vigorosamente o lombo do animal. É um dos muitos casos em que a Lavanda age por Osmose. É a forte «resistividade» da essência que se opõe à difusão do veneno no sangue.
Na África Central, os colonos que têm de lutar contra os escorpiões, neutralizam com essências as suas picadelas. Ovelhas e cabras que comeram giesta (arbusto de flores brancas ou amarelas) são imunes às picadelas de víboras.
Poder selectivo - Agricultores em França puderam verificar que, pulverizando os seus campos uma solução de essências, conseguiam fazer desaparecer as ervas ruins. Notável é o poder selectivo reconhecido às essências, já que são elas a «distinguir» as ervas ruins das boas. O mesmo se diga para os micróbios patogénicos, que as essências «distinguem» dos micróbios úteis.
Poder cicatrizante - Nossas avós tinham sempre uma reserva de vinho (ou óleo) no qual maceravam durante semanas sumidades de Hipericão (milfurada). Ao mínimo alerta de queimadura, elas cobriam-na com um penso húmido no líquido da maceração. Poucos dias bastavam para uma cicatrização sem cicatrizes. Mas outras plantas, além do hipericão, possuem esta propriedade cicatrizante.
Efeito vaso-dilatador - Lembra-se a acção «vulnerária» de arnica ou da «bolsa do Pastor». O Hipericão também não perdeu nada do seu poder descongestionante. Nas doenças dos 50 anos, numerosas mulheres recorrem à «aibépine», ao visco, à folha de oliveira. Não esquecer os produtos com vitamina P que aumentam a resistência e diminuem a permeabilidade dos capilares.
Poder repulsivo - Os insectos fogem das essências sem morrer e o único inconveniente é para as indústrias de insecticidas caseiros, que encontram assim, nas essências aromáticas, uma alternativa natural.
Acção vermífuga - Os vermes, cilíndricos ou planos, possuem uma constituição esponjosa, logo sensível à solução de uma essência. Um ascaris é colocado numa mesa de mármore, com uma gota de essência de lavanda, a 20 cm: o verme entra em contracções violentas, depois cai morto.
Acção insecticida - Não esquecendo o fenómeno Osmose, o efeito é rápido: alguns segundos para ver aparecer os acidentes neurotóxicos, depois a paragem de movimento e a morte definitivas. Morto o adulto, os ovos são «osmosados» e, se eclodem, engendrarão monstros ou nada. Laboratórios fabricam aerosol inteiramente vegetal não tóxico.
PODER BACTERICIDA - II
5 - Vamos especificar os três parâmetros, já citados, em que assenta a bioelectrónica de Louis Claude Vincent:
PH - O laboratório de LCV, em França, publica uma lista de cerca de 50 essências com os respectivos valores em PH. Baseado na discutível conclusão de que «a saúde é obtida a partir dos produtos ácidos e de que a doença se desenvolve em meio alcalino», o Laboratório de Vincent desenvolve a concepção (exclusivamente) bactereológica de doença, em que a causa é uma bactéria ou um vírus, relacionando-a com a natureza electro-magnética negativa dos corpos ácidos.
RH - O coeficiente de oxido-redução (RH) - ligado ao PH por uma equação (lei de Nerust)- é o outro parâmetro considerado pelo laboratório de Vincent. O RH corresponde ao potencial electrónico que define a carga em electrões de um PH dado. Falar de RH 2 sem indicar o PH, e reciprocamente, não faz sentido. O RH 2 é uma noção que tem um grande papel em todos os domínios da vida. É ele que dá da vida a medida mais fina, mais sensível na sua evolução no tempo, quer dizer, da juventude, da idade adulta, do envelhecimento.
Fermentações e putrefacções têm um RH2 fraco mas as primeiras são em meio ácido (logo «boas», determinando os ácidos aminados, vitaminas, etc.) as segundos em meio alacalino, logo francamente «más».
Os valores foram avaliados de 0 a 42, com um ponto de equilíbrio em 28: acima é a redução, abaixo a oxidação. O estado de saúde define-se por números de redução geralmente entre 18 e 24. É o caso, precisamente, das essências.
RESISTIVIDADE - Quando se faz passar uma corrente eléctrica num líquido, há resistência ao seu avanço, é a chamada resistividade, que se avalia em valores da física (hm, cm, sec).
R.M. Gattefosse, químico de Lyon, pioneiro da aromoterapia, escreveu: «As moléculas dos perfumes (ou essências) são fortemente polarizadas e esta polarização, que se acentua pela diluição, explica a acção das soluções. A reactividade particular de cada molécula a 2 dipolos traduz-se sobre o nervo olfactivo por sensações diferentes e nos tecidos por inversões de polaridade.
Questionemos a biologia actual: segundo a teoria de Linof, Jacob, Narcot, ela afirma que uma célula, base da vida de um organismo (humano, animal, vegetal), pode ser considerada como uma Micropilha com um núcleo (pólo negativo), e o citoplasma (pólo positivo), com uma carga eléctrica perfeitamente mensurável. Na doença, é a inversão de polaridade.
6 - Se medirmos a carga eléctrica de algumas essências, obtemos, por exemplo, os valores seguintes:
Essência de menta - 3
Essência de lavanda - 3,2
Essência de canela - 3,4
Essência de thym - 2,8
Lembremos os valores da água de qualidade:
PH - 6
RH2 - 25
Resistividade - 3000
Os do sangue com saúde:
PH - 7,1
RH2 - 22
Resistividade - 200
Os do Sangue em estado de doença:
PH - 8
RH2 - 32
Resistividade - 100
Os das essências mais correntes:
Menta - PH -3
RH2 - 18
R - 500
Lavanda - PH - PH 3
RH2 -19
R - 6000
Thym - PH 2,8
RH 2 - 21
R - 6.500
Essência de canela:
PH - 3,4
RH 2 - 17
R - 5.800
7 - OSMOSE - Se se esfregar uma gota de essência de lavanda na mão, desaparece rapidamente, mas não porque se evapore: ela penetra através dos tecidos da pele constituídos de células (albuminóides) sem determinar aí nenhuma lesão, é depois absorvida pelo sangue ao nível dos capilares, os quais a espalham por todas as células sãs do doente, sem excepção, porque toda a célula não alimentada morre. Em poucos minutos, um organismo é saturado de essências e torna-se assim um meio «mortal» para tudo o que é patogénico, reforçando, ao mesmo tempo, a acção dos saprófitas indispensáveis.
A essência actua também através da respiração, difundida através da parede celular. Por oxigenação do sangue venoso escuro que se transforma em sangue arterial vermelho, o gás carbónico é expirado e absorvido o oxigénio com a essência. As variações de pressão necessárias para provocar a osmose são ínfimas, 1/10 28, ou seja, 1 bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo. São os imponderáveis que definem a vida.
As aplicações da osmose adivinham-se facilmente: aplicação das essências por via respiratória e principalmente pelo poder insecticida. Por exemplo: um besouro, como tem a quitina protectora insolúvel na água, não se molha com a chuva: mas é facilmente atravessado pelas essências.
MICRÓBIOS E VÍRUS:ÓLEOS EM ACÇÃO
8 - a) O micróbio é sempre extracelular, excepto se é fagocitado (para ser destruído). Ele estará portanto em contacto muito íntimo com as gotículas de essência ou de aerosol. Havendo abundância de toxinas alcalinas, a sua penetração é facilitada, os esporos e o citoplasma são cobertos, tornando o meio ácido e matando os micróbios.
2º) O vírus é obrigatoriamente intra-celular, escondido na mais pequena e remota das células. Ele espera subsistir e, apesar da seu pequeno tamanho, é um estranho. Como a arteríola leva as essências ao estado coloidal, estas difundem-se e impregnam a célula-refúgio do vírus, crendo escapar aos seus perseguidores, encontrar-se-á em breve mergulhado num meio de reacção alcalina, oposto ao do seu desenvolvimento habitual: as toxinas que ele libertava neutralizavam os ácidos ARN e ADN, essenciais a toda a vida celular, a acidez ocasionará a desagregação do vírus: ele será osmosado e depois neutralizado, logo destruído. A saúde esmaga a doença.
Estudos mostraram que, por exemplo, uma essência de canela de Ceilão, é capaz de matar vários micróbios virulentos, associados ou não.
Em casos de tuberculose, assinala-se que a medicação por essências suprime os inconvenientes dos efeitos adversos de hormonas, cortisona, vitaminas sintéticas, etc.
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15059 caracteres - 5 páginas - BAILEY-0> MERGE DOC DE 2 FILES WRI DA SERIE BAILEY - importante para dna/fv e lições do curso
14-11-1997
1792 bytes bailey-0>Ideias em Bailey para Tratado de Medicina Psicosomática - I - As essências florais
Leituras psicosomáticas
ESSÊNCIAS FLORAIS SEGUNDO ARTHUR BAILEY (*)
«Existe no nosso íntimo algo que ilumina: é a área da psique onde reside tudo o que precisamos de saber.» (Bailey, 127)
Essa área da psique chama-se, em RH, área quântica, e situa-se no ADN do núcleo da célula.
Psique é, assim, sinónimo de continuum energético físico entre céu e terra. (A.C.)
O pêndulo de RH, tal como a meditação, deve integrar toda a nossa vida, de maneira que tudo o que fazemos se torne ágil e espontâneo. (AC/ Bailey)
A melhor clarividência (?) é a que se faz por mergulho no inconsciente colectivo, através de transformadores de energia que se encontram acessíveis na RH: sefirotes, tarô, I ching, quadrados mágicos, etc.
(AC/Bailey)
Até que alguém possa viver em paz consigo (ser o que é) - o organismo físico vai reflectir os conflitos existentes. Ser o que se é : resume todo o programa terapêutico das essências florais.
(AC/ Bailey)
15232 bytes-bailey-1>saude>adn>manual>O POTÁSSIO, ESSE DESCONHECIDO Teste dos Metais para desintoxicar
ABORDAGEM HOLÍSTICA DAS ALERGIAS
1 - Ao relacionar alergias, stress e ritmo cardíaco (pulsação), Arthur Bailey(*), o inglês que trocou a engenharia pela Radiestesia Terapêutica, dá um passo gigantesco na compreensão da patologia mais complexa e mal estudada do nosso tempo: as Alergias. O x da equação «alérgica» reside precisamente no relacionamento de factores desconhecidos e a despistagem desses factores representaria um progresso significativo, no diagnóstico e na terapêutica. Note-se que, ao falar de diagnóstico, quando se trata de compreender uma alergia, todos os factores ambientais deverão entrar em linha de conta, e por isso se deveria falar num «eco-diagnóstico» ou «diagnóstico» ambiental.
Ao utilizar a Radiestesia para descobrir o que as análises comuns não conseguem descobrir, Arthur Bailey dá um contributo original e muito valioso, não só à Radiestesia Terapêutica mas também ao tratamento das alergias.
Ainda que o teste das pulsações, por ele utilizado, nos pareça desnecessariamente complicado, o princípio é correcto e deverá ser levado em consideração: aliás, ao longo do livro de Arthur Bailey (*), tudo nos parece certo, desde que se excluam os aspectos complicativos do processo. Desde que simplificado, o contributo de Arthur Bailey à Radiestesia Terapêutica é extremamente interessante.
«O stress emocional - como ele diz - provoca todo um conjunto de sintomas. Ocorrem alterações na química do organismo que podem afectar gravemente o sistema imunitário e, virtualmente, todas as funções orgânicas. O stress também provoca tensões musculares crónicas que afectam a respiração, a postura, a expressão facial e todo o funcionamento do rosto.»
É aqui, nas crises de stress, que as várias formas de meditação entram como terapia global de fundo e de choque, sem esquecer que o teste autoterapêutico com o pêndulo da Radiestesia é uma das formas de «meditação» e relaxamento mais eficazes.
2 - O efeito multiplicador do stress nas alergias foi também analisado no livro do norte-americano Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection", que Bailey cita às páginas 65 e 69 da edição portuguesa. Os testes sobre alimentos realizados por Coca dão, regra geral, como responsáveis, alguns produtos mais comuns, e que, de certo modo, representam, no contexto das alergias, o papel de «maus da fita», ou alergenos principais. Entre esses primeiros suspeitos, figuram, desde há muito tempo, o Leite e o Chocolate, mas Arthur Coca encontrou também Repolhos e Trigo.
Uma conclusão (inédita) se deverá desde já registar e que poderá corrigir muitas das concepções que actualmente correm sobre alergias. Não é no «alergeno» propriamente dito que está o elemento causal desencadeante da «intolerância»: a intolerância passa por aqueles alimentos que, perturbando o Fígado (e encontrando nele reduzida a sua função de eliminação), irão, em segunda linha, provocar a reacção alérgica.
Por isso o Leite e o Chocolate surgem como alergenos sempre prováveis, e ambos por essa característica: afectam de modo mais intenso o funcionamento do Fígado. Mas o Leite tem ainda outro componente que, faltando no Chocolate, o torna mais susceptibilizante ou alergénico: a presença de hormonas e antibióticos. Aliás, nas hormonas e antibióticos - presentes nos produtos de origem animal - se deverá localizar uma das causas químicas das alergias como fenómeno pan-endémico do nosso tempo. A presença de gorduras-e-sal no alimento suspeito poderá também agravar a sua intolerância, na medida em que irá afectar o fígado e suas funções de metabolização.
Uma reacção como a «urticária», por exemplo, dir-se-ia que é uma forma de eliminação «diferida» (através da pele) quando o Fígado deixa de ter capacidade para ser ele a metabolizar, assimilando e desassimilando o alimento que lhe é proposto... Mas às hormonas e antibióticos se deverá acrescentar uma longa lista de responsáveis, que tornam, de facto, logo à nascença, o mundo moderno um inferno químico mais ou menos climatizado e um tremedal químico de doenças: Vacinas, Medicamentos em geral e alguns (antibióticos, corticosteroides) em particular, Aditivos químicos (nomeadamente Córantes), Pesticidas, deverão entrar, desde já, na lista, hoje interminável, de causadores de Alergias.
É caso para dizer que, mesmo assim, muito bem andamos nós. Se estamos cercados por substâncias alergénicas, nomeadamente químicas, talvez o caminho seja, antes de mais nada, uma terapêutica no sentido de diminuir a hipersensibilidade do organismo. E diminuir a hipersensibilidade do organismo passa por diminuir a hipersensibilidade do Fígado, o que significa o seu tratamento através do Elemento-Chave no órgão hepático, que é o Enxofre: num país como o nosso, guiado pela Providência, onde deverá existir a maior densidade de águas termais, com base sulfúrica, do Mundo, deveria ser proibido sofrer do Fígado e portanto de Alergias. No entanto, 90% das doenças de que hoje as pessoas se queixam são de origem alérgica.
Mas - note-se - a desintoxicação passa também pela desincrustação de metais pesados e tóxicos do ADN celular: o que deve e pode ser conseguido, da maneira mais eficaz, pelo teste dos metais com o Pêndulo de Radiestesia. Note-se também de que a célula só se liberta de metais pesados, se primeiro «abrir» com a ajuda da presença do Potássio, aquele que já foi apelidado de «mineral esquecido».
3 - A tudo isto a Radiestesia Terapêutica pode prestar um serviço insubstituível: testando os alimentos (substâncias contidas nos alimentos), se quisermos seguir a via complicada dos alergénicos, mas também, pura e simplesmente, como profilaxia de base, como terapêutica-milagre, testando autoterapeuticamente o Enxofre até dizer basta. Se a isto se juntar um bom apport de Enxofre nos alimentos mais comuns - Nabos, Rábanos, Rabanetes - nem será necessário, quando chega o Verão, fazer uma cura de águas em qualquer das nossas maravilhosas Termas. A dificuldade, neste País de maravilhas, é da escolha.
4 - Compreende-se a necessidade de apoiar o trabalho terapêutico em processos simplificados, dada a extraordinária complexidade do quadro alérgico e a interdependência de diversos factores, muitos deles desconhecidos ou inlocalizáveis. Também é certo que uma atitude de sistemática e obsessiva despistagem, se torna cansativa, mesmo para um radioterapeuta paciente. Se há terapias (que deverão ser) holísticas, a das Alergias é, por excelência, uma holoterapia.
5 - Voltando ao livro de Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection», editado nos EUA em 1972, o nosso autor refere uma experiência da maior importância para esse relacionamento holístico que se torna, dia a dia, mais necessário, à medida que a química introduz no ambiente alimentar (na bioquímica ou alquimia da vida) um princípio satânico de perversão. A que todas as correntes dietéticas têm sido mais ou menos alheias, deixando que a Ecologia Alimentar se tornasse uma piedosa forma de lamentar o leite derramado...
«Sintomas de doenças tão graves como a Esclerose Múltipla - diz Arthur Bailey - têm surgido a partir de causas tão pouco graves (sic!) como alergias alimentares». Medida de precaução - ainda que não de fundo - é aconselhada por ele: «Em particular - sublinha - é vital não consumir esses alimentos quando estiver doente ou sob tensão.»
Para os que quiserem «complicar» o processo e tiverem paciência para isso, Arthur Bailey insiste no «teste do pulso», que ele minuciosamente descreve às páginas 65 e 66 da edição portuguesa, citando sempre o livro do norte-americano Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection», Arco, 1972.
6 - Ao relacionar alergias e stress, Bailey está apenas a sublinhar - sem a explicitar - a importância do sistema nervoso e endócrino num processo alérgico, facto que reconfirma o carácter holístico deste sindroma e, portanto, a necessidade de uma terapia holística - a partir da causa rerum que, como já se disse, é o Fígado e o seu Metal-Chave, o Enxofre. Sublinhe-se, já agora, a importância deste Elemento na tradição alquímica.
7 - Além da relação já assinalada por Arthur Bailey entre stress, sistema endócrino, intolerâncias alimentares, alergias e pulso cardíaco - há uma conexão fundamental ainda a sublinhar mas que ele apenas sugere sem explicitar: é a relação que tem, com todo o quadro alérgico, o estado de intoxicação do organismo humano, entendendo-se a intoxicação química como a que deixa um terreno minado e sequelas mais profundas e demoradas. Daí que as alergias sejam, regra geral, para toda a vida e que a medicina (baseada na intoxicação química-medicamentosa) não adiante nenhuma cura, nem aguda nem de terreno, antes pelo contrário. É aqui que um outro elemento-chave, o Potássio, a quem está confiada a função de abrir as células, se torna a pedra angular em qualquer quadro de alergia. Sem o Potássio, as celulas continuarão fechadas e sem hipótese de substituir os metais tóxicos pelos «bons metais» como diria Etienne Guillé.
8 - O recurso terapêutico à Homeopatia e aos remédios florais do Dr. Bach, preconizados por Arthr Bailey, reforça a abordagem holística que o autor realiza neste seu livro «O Diagnóstico pela Radiestesia» Agindo, com esses «holo-medicamentos», ao nível da energia astral e do corpo etérico - o que normalmente se designa por mundo emocional ou mundo psíquico - , Arthur Bailey dá, sem saber, um contributo valioso à Radiestesia Alquímica que, como se sabe, enquanto abordagem holística, subordina o corpo físico à influência dos vários corpos energéticos e estes às energias cósmicas.
9 - A existência de dois hemisférios cerebrais, tal como é descrita pela ciência neurológica, aparece em Arthur Bailey como hipótese capaz de explicar o desconhecido mecanismo da Radiestesia. Mas também pode ajudar a explicar o dualismo do pensamento humano e a virtual necessidade de uma abordagem holística, que reequilibre o papel dos dois hemisférios cerebrais, contribuindo para acabar com a hipertrofia do lado cerebral e lógico, estrutural à civilização tecnológica que nos domina. O «corpus callosum» seria porventura o elo de ligação entre os dois contrários e talvez esteja nele a «ponte» para reencontrarmos a unidade perdida...
Generalizando, poderia pensar-se que ocorrências verificadas do lado esquerdo do corpo teriam a ver com o cérebro direito e viceversa. Usar a mão esquerda, em vez da direita, poderia ser um desses sinais. E o uso da mão direita para segurar o pêndulo teria a ver com capacidades do cérebro esquerdo, que a ciência identifica com o chamado «processamento linear», ou seja, coisas como a matemática, a lógica, a linguagem, características associadas ao sexo masculino. O cérebro direito estaria, segundo os mesmos cientistas, relacionado com o experimentar os acontecimentos como um todo, não sendo limitado pelo tempo e pelo espaço, mais ligado à criatividade, ao gosto pela arte, à compaixão e à intuição, faculdades tradicionalmente associadas ao sexo feminino.
A meditação, segundo Arthur Bailey, poderia ajudar a equilibrar a actividade dos dois hemisférios. Escreve ele à página 149: «A informação obtida através da radiestesia começa por se manifestar no hemisfério direito (não lógico) porque não é uma propriedade lógica, e daí resulta a dificuldade que alguns, com o hemisfério esquerdo predominante, sentem para aceitar a radiestesia. Ao aprendermos radiestesia, aprendemos a libertar uma capacidade latente da mente intuitiva.»
Esta hipótese científica dos dois hemisférios cerebrais talvez seja apenas sedutora e talvez pouco explique do que permanece um mistério: o dualismo da natureza humana (que corresponde ao dualismo cósmico do universo) e o mecanismo que, em última instância, faz com que a Radiestesia funcione.
10 - Ao recomendar, para lá dos 38 remédios individuais do Dr. Bach, o «Rescue Remedy», que inclui cinco deles, o livro de Arthur Bailey é também uma boa oportunidade de recolectar aqueles remédios de base que constituem uma espécie de profilaxia profunda e global, qualquer que seja o caso e por maior gravidade de que ele se revista. Pedindo ajuda à Macrobiótica e à medicina orto-molecular, a lista de recursos terapêuticos globais começa a ficar particularmente enriquecida. Não se trata de dispensar as terapias específicas mas de valorizar as terapias holísticas de fundo. Tentemos uma primeira listagem [ a completar futuramente] do que se poderá designar por «primeiros desintoxicantes»:
Águas sulfúricas de termas portuguesas
Ampolas bebíveis «Sulfogene»
Arroz integral em particular e Macrobiótica em geral
CHÁ (CALDO) DE VEGETAIS DOCES - Ingredientes básicos: Cebola, Abóbora, Couve Branca, Cenoura. Ingredientes adicionais: Cogumelo Shitaki, Nabos e Rabanetes, Rebentos de Soja
ENXOFRE - Enxofre de alimentos ricos em Enxofre: Radis Noir, Rábano, Rabanete, Nabo, Nabiças
Enxofre por teste vibratório do metal
IMUNOZELON (?) - Reforço do sistema imunitário
POTÁSSIO - Potássio de alimentos ricos em Potássio: Batata Doce, Frutos Secos, Banana, Batata
RESCUE REMEDY - Em crises de stress - «Inclui cinco dos outros 38 remédios florais do Dr. Bach e é composto, expressamente, para a redução do choque. Sempre que alguém fique subitamente sob stress - provocado por um acidente, perda de alguém, etc - este remédio é notavelmente eficaz.» (A. Bailey)
TESTE DOS 7 METAIS ALQUÍMICOS COM O PÊNDULO DE RADIESTESIA (particularmente com o Enxofre).
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(*) «O Diagnóstico pela Radiestesia», de Arthur Bailey, Nº 7 da Colecção «Medicinas Alternativas», Editorial Estampa, Lisboa, 1994
POTENCIAL DE PODERES (PARA)PSÍQUICOS É FACULDADE DE TODOS OS SERES HUMANOS
Lisboa, 6/8/1993-10/8/1993 - Os melhores livros da chamada Parapsicologia, como o de Werner Keller («La Parapsychologie ouvre le futur») caem num equívoco fatal: referir listas quase intermináveis de casos e experiências esporádicas, «excepcionais» (que alegadamente «provam» os excepcionais poderes da «mente» humana!...) deixando subentendido e como ponto assente a ideia de que esses casos - de sortilégio e maravilha - são casos únicos de pessoas únicas em momentos únicos. Num certo sentido, os poderes ditos «psi» - vidência, telepatia, premonição, telequinese, etc - correspondendo à lei da ressonância vibratória, acontecem no momento, no lugar e no estado em que podem e têm de acontecer. Mas, em certo sentido - pergunta-se - não deveriam hoje, em 1993, ser excepções históricas, olhadas com a nostalgia de quem olha paraísos perdidos, mas como faculdades inerentes ao ser humano e que o ser humano, com o método próprio, pode adquirir, sem o carácter esporádico, que as mil histórias contadas por Werner Keller induzem a crer?
2 - O que a Radiestesia Alquímica tem a dizer é que os 7 sentidos além dos 5 normalmente desenvolvidos e utilizados, podem desenvolver-se metodica e sistematicamente em todos os seres humanos, seja qual for a sua inteligência, a sua cultura, a sua raça, a sua hereditariedade. Esta ideia que generaliza a todos os seres humanos os poderes psi deverá ser considerada um Grande Momento da RA e uma das suas oportunidades mais fascinantes («um dia todos seremos deuses» disse o imperador Juliano). A palavra «maravilhoso» encontra aí o seu sentido original e o homem como medianeiro - medium - do Céu e da Terra torna-se uma evidência quotidiana. Porque o hipnotismo, a profecia, a visão à distância, a vidência, a adivinhação, etc.. etc. (ver glossário de Werner Keller) estão, através da Radiestesia Alquímica , ao alcance de todos. É o que se pode chamar, também, iniciação. Ou iluminação. Sem este enquadramento num método de fundo, que é a Radiestesia Alquímica, os fenómenos Psi dificilmente perdem o carácter anedótico, fortuito, acidental, esporádico que têm quando descritos mesmo nos melhores livros de Parapsicologia, como é o caso do fabuloso livro de Werner Keller, talvez a obra mais completa, exaustiva e exemplarmente bem escrita sobre os fenómenos ditos parapsíquicos.
3 - Fenómenos que não se detectam com as máquinas que temos ou possamos vir algum dia a fabricar: fenómenos que só se detectam com a «máquina» naturalmente feita para os captar e que é o ser humano com os seus 600 biliões de células, o ADN onde reside, multiplicada por esse número de vezes, toda a informação do mundo - passado, presente e futuro. Para lá do tempo e do espaço. Para lá dos 5 sentidos conhecidos e reconhecidos e a que temos sido confinados nesta era zodiacal reducionista e mesquinha.
4 - A atitude mental alimentada por esses livros é a de cepticismo e dúvida em relação aos «milagres» relatados. Pura tolice é a dúvida pela dúvida. Do que se trata é de banalizar esses «dotes» e «casos» e «fenómenos» excepcionais, de os democratizar, de os tornar na Nova Idade de Ouro, tão banais, quotidianos e frequentes como o eram na outra Idade de Ouro, na era zodiacal do Carneiro, em que floresceu a divina civilização do Egipto dos Faraós. Não é uma ciência baseada na lei da causalidade que vai compreender fenómenos que ocorrem num campo onde não reina a causalidade mas a sincronicidade. Não é a lógica que vai interpretar ocorrências do mundo analógico. Não é com cepticismo sistemático ou metódico que se chega à Fé. Não é com instrumentos abaixo do espírito que se vão medir fenómenos do espírito. [ Ver ESCALAS, CAMPOS, PATAFÍSICA, CIÊNCIA DA EXCEPÇÃO, etc ]
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1-4 – editável on line sem pestanejar urgente leituras selectas
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domingo, 13 de Outubro de 2002
O PODER CURATIVO DOS AROMAS E A BIOELECTRÓNICA DE L.C. VINCENT
Interroguemos as múmias. Qual é a causa da sua conservação ilimitada? Ela é devida, em grande parte, à introdução, no lugar das vísceras, de uma mistura encerrando corpos aromáticos, menta, canela, nafta, etc., os quais, postos imediatamente a seguir à morte, se espalham por todo o organismo e se opõem à putrefacção.
1 - As essências são também designadas pelos nomes de «óleos essenciais», «óleos voláteis», «óleos etéricos», oleatos ou oleolos.
A cada planta corresponde uma essência específica - uma apenas - contendo numerosos constituintes, um dos quais predomina: álcool, aldeído, fenol, acetona, etc.
Insolúveis na água, são solúveis em álcool, acetona, glicerina, éter, propileno.
As chamadas «essências naturais de plantas» - para se distinguirem das «essências sintéticas químicas» - são obtidas por destilaria em presença da água num alambique.
2 - O recurso aos aromas como terapia deverá ser mais conhecido, dado o número de situações difíceis que resolve, desde que aplicado com a prudência necessária.
Ao contrário das diluições homeopáticas e mesmo das microdoses dos oligoelementos, a Aromoterapia utiliza essências que são, à partida, concentrados muito fortes de uma determinada substância ou conjunto de substâncias. São, portanto, produtos de grande força e essa força terá de ser aplicada com a maior prudência. Sempre em microdoses.
Para já, enumeremos os vários campos em que o poder curativo das essências se verifica.
PODER BACTERICIDA - I
3 - Poder antiséptico - É o mais conhecido, através dos milénios. Mas foi recentemente que os bactereologistas confirmaram as noções empíricas da experiência do passado. Foi preciso, no entanto, esperar pelo aparecimento de um aparelho denominado «bioelectronimómetro» - de Louis Claude Vincent - para obter medidas estáveis e renováveis. Foi graças a esse aparelho de Louis Claude Vincent que se realizaram estudos pondo em evidência 3 noções até então não levadas em consideração pela medicina: o PH, a resistividade e a Osmose. (Ver adiante o desenvolvimento deste ponto 1)
OUTROS PODERES DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
4 - Poder anti-veneno - Nos Alpes, os caçadores, em caso de mordedura dos cães pelas víboras que tomam banho de sol nos rochedos, usam um pouco de lavanda, friccionando vigorosamente o lombo do animal. É um dos muitos casos em que a Lavanda age por Osmose. É a forte «resistividade» da essência que se opõe à difusão do veneno no sangue.
Na África Central, os colonos que têm de lutar contra os escorpiões, neutralizam com essências as suas picadelas. Ovelhas e cabras que comeram giesta (arbusto de flores brancas ou amarelas) são imunes às picadelas de víboras.
Poder selectivo - Agricultores em França puderam verificar que, pulverizando os seus campos uma solução de essências, conseguiam fazer desaparecer as ervas ruins. Notável é o poder selectivo reconhecido às essências, já que são elas a «distinguir» as ervas ruins das boas. O mesmo se diga para os micróbios patogénicos, que as essências «distinguem» dos micróbios úteis.
Poder cicatrizante - Nossas avós tinham sempre uma reserva de vinho (ou óleo) no qual maceravam durante semanas sumidades de Hipericão (milfurada). Ao mínimo alerta de queimadura, elas cobriam-na com um penso húmido no líquido da maceração. Poucos dias bastavam para uma cicatrização sem cicatrizes. Mas outras plantas, além do hipericão, possuem esta propriedade cicatrizante.
Efeito vaso-dilatador - Lembra-se a acção «vulnerária» de arnica ou da «bolsa do Pastor». O Hipericão também não perdeu nada do seu poder descongestionante. Nas doenças dos 50 anos, numerosas mulheres recorrem à «aibépine», ao visco, à folha de oliveira. Não esquecer os produtos com vitamina P que aumentam a resistência e diminuem a permeabilidade dos capilares.
Poder repulsivo - Os insectos fogem das essências sem morrer e o único inconveniente é para as indústrias de insecticidas caseiros, que encontram assim, nas essências aromáticas, uma alternativa natural.
Acção vermífuga - Os vermes, cilíndricos ou planos, possuem uma constituição esponjosa, logo sensível à solução de uma essência. Um ascaris é colocado numa mesa de mármore, com uma gota de essência de lavanda, a 20 cm: o verme entra em contracções violentas, depois cai morto.
Acção insecticida - Não esquecendo o fenómeno Osmose, o efeito é rápido: alguns segundos para ver aparecer os acidentes neurotóxicos, depois a paragem de movimento e a morte definitivas. Morto o adulto, os ovos são «osmosados» e, se eclodem, engendrarão monstros ou nada. Laboratórios fabricam aerosol inteiramente vegetal não tóxico.
PODER BACTERICIDA - II
5 - Vamos especificar os três parâmetros, já citados, em que assenta a bioelectrónica de Louis Claude Vincent:
PH - O laboratório de LCV, em França, publica uma lista de cerca de 50 essências com os respectivos valores em PH. Baseado na discutível conclusão de que «a saúde é obtida a partir dos produtos ácidos e de que a doença se desenvolve em meio alcalino», o Laboratório de Vincent desenvolve a concepção (exclusivamente) bactereológica de doença, em que a causa é uma bactéria ou um vírus, relacionando-a com a natureza electro-magnética negativa dos corpos ácidos.
RH - O coeficiente de oxido-redução (RH) - ligado ao PH por uma equação (lei de Nerust)- é o outro parâmetro considerado pelo laboratório de Vincent. O RH corresponde ao potencial electrónico que define a carga em electrões de um PH dado. Falar de RH 2 sem indicar o PH, e reciprocamente, não faz sentido. O RH 2 é uma noção que tem um grande papel em todos os domínios da vida. É ele que dá da vida a medida mais fina, mais sensível na sua evolução no tempo, quer dizer, da juventude, da idade adulta, do envelhecimento.
Fermentações e putrefacções têm um RH2 fraco mas as primeiras são em meio ácido (logo «boas», determinando os ácidos aminados, vitaminas, etc.) as segundos em meio alacalino, logo francamente «más».
Os valores foram avaliados de 0 a 42, com um ponto de equilíbrio em 28: acima é a redução, abaixo a oxidação. O estado de saúde define-se por números de redução geralmente entre 18 e 24. É o caso, precisamente, das essências.
RESISTIVIDADE - Quando se faz passar uma corrente eléctrica num líquido, há resistência ao seu avanço, é a chamada resistividade, que se avalia em valores da física (hm, cm, sec).
R.M. Gattefosse, químico de Lyon, pioneiro da aromoterapia, escreveu: «As moléculas dos perfumes (ou essências) são fortemente polarizadas e esta polarização, que se acentua pela diluição, explica a acção das soluções. A reactividade particular de cada molécula a 2 dipolos traduz-se sobre o nervo olfactivo por sensações diferentes e nos tecidos por inversões de polaridade.
Questionemos a biologia actual: segundo a teoria de Linof, Jacob, Narcot, ela afirma que uma célula, base da vida de um organismo (humano, animal, vegetal), pode ser considerada como uma Micropilha com um núcleo (pólo negativo), e o citoplasma (pólo positivo), com uma carga eléctrica perfeitamente mensurável. Na doença, é a inversão de polaridade.
6 - Se medirmos a carga eléctrica de algumas essências, obtemos, por exemplo, os valores seguintes:
Essência de menta - 3
Essência de lavanda - 3,2
Essência de canela - 3,4
Essência de thym - 2,8
Lembremos os valores da água de qualidade:
PH - 6
RH2 - 25
Resistividade - 3000
Os do sangue com saúde:
PH - 7,1
RH2 - 22
Resistividade - 200
Os do Sangue em estado de doença:
PH - 8
RH2 - 32
Resistividade - 100
Os das essências mais correntes:
Menta - PH -3
RH2 - 18
R - 500
Lavanda - PH - PH 3
RH2 -19
R - 6000
Thym - PH 2,8
RH 2 - 21
R - 6.500
Essência de canela:
PH - 3,4
RH 2 - 17
R - 5.800
7 - OSMOSE - Se se esfregar uma gota de essência de lavanda na mão, desaparece rapidamente, mas não porque se evapore: ela penetra através dos tecidos da pele constituídos de células (albuminóides) sem determinar aí nenhuma lesão, é depois absorvida pelo sangue ao nível dos capilares, os quais a espalham por todas as células sãs do doente, sem excepção, porque toda a célula não alimentada morre. Em poucos minutos, um organismo é saturado de essências e torna-se assim um meio «mortal» para tudo o que é patogénico, reforçando, ao mesmo tempo, a acção dos saprófitas indispensáveis.
A essência actua também através da respiração, difundida através da parede celular. Por oxigenação do sangue venoso escuro que se transforma em sangue arterial vermelho, o gás carbónico é expirado e absorvido o oxigénio com a essência. As variações de pressão necessárias para provocar a osmose são ínfimas, 1/10 28, ou seja, 1 bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo. São os imponderáveis que definem a vida.
As aplicações da osmose adivinham-se facilmente: aplicação das essências por via respiratória e principalmente pelo poder insecticida. Por exemplo: um besouro, como tem a quitina protectora insolúvel na água, não se molha com a chuva: mas é facilmente atravessado pelas essências.
MICRÓBIOS E VÍRUS:ÓLEOS EM ACÇÃO
8 - a) O micróbio é sempre extracelular, excepto se é fagocitado (para ser destruído). Ele estará portanto em contacto muito íntimo com as gotículas de essência ou de aerosol. Havendo abundância de toxinas alcalinas, a sua penetração é facilitada, os esporos e o citoplasma são cobertos, tornando o meio ácido e matando os micróbios.
2º) O vírus é obrigatoriamente intra-celular, escondido na mais pequena e remota das células. Ele espera subsistir e, apesar da seu pequeno tamanho, é um estranho. Como a arteríola leva as essências ao estado coloidal, estas difundem-se e impregnam a célula-refúgio do vírus, crendo escapar aos seus perseguidores, encontrar-se-á em breve mergulhado num meio de reacção alcalina, oposto ao do seu desenvolvimento habitual: as toxinas que ele libertava neutralizavam os ácidos ARN e ADN, essenciais a toda a vida celular, a acidez ocasionará a desagregação do vírus: ele será osmosado e depois neutralizado, logo destruído. A saúde esmaga a doença.
Estudos mostraram que, por exemplo, uma essência de canela de Ceilão, é capaz de matar vários micróbios virulentos, associados ou não.
Em casos de tuberculose, assinala-se que a medicação por essências suprime os inconvenientes dos efeitos adversos de hormonas, cortisona, vitaminas sintéticas, etc.
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15059 caracteres - 5 páginas - BAILEY-0> MERGE DOC DE 2 FILES WRI DA SERIE BAILEY - importante para dna/fv e lições do curso
14-11-1997
1792 bytes bailey-0>Ideias em Bailey para Tratado de Medicina Psicosomática - I - As essências florais
Leituras psicosomáticas
ESSÊNCIAS FLORAIS SEGUNDO ARTHUR BAILEY (*)
«Existe no nosso íntimo algo que ilumina: é a área da psique onde reside tudo o que precisamos de saber.» (Bailey, 127)
Essa área da psique chama-se, em RH, área quântica, e situa-se no ADN do núcleo da célula.
Psique é, assim, sinónimo de continuum energético físico entre céu e terra. (A.C.)
O pêndulo de RH, tal como a meditação, deve integrar toda a nossa vida, de maneira que tudo o que fazemos se torne ágil e espontâneo. (AC/ Bailey)
A melhor clarividência (?) é a que se faz por mergulho no inconsciente colectivo, através de transformadores de energia que se encontram acessíveis na RH: sefirotes, tarô, I ching, quadrados mágicos, etc.
(AC/Bailey)
Até que alguém possa viver em paz consigo (ser o que é) - o organismo físico vai reflectir os conflitos existentes. Ser o que se é : resume todo o programa terapêutico das essências florais.
(AC/ Bailey)
15232 bytes-bailey-1>saude>adn>manual>O POTÁSSIO, ESSE DESCONHECIDO Teste dos Metais para desintoxicar
ABORDAGEM HOLÍSTICA DAS ALERGIAS
1 - Ao relacionar alergias, stress e ritmo cardíaco (pulsação), Arthur Bailey(*), o inglês que trocou a engenharia pela Radiestesia Terapêutica, dá um passo gigantesco na compreensão da patologia mais complexa e mal estudada do nosso tempo: as Alergias. O x da equação «alérgica» reside precisamente no relacionamento de factores desconhecidos e a despistagem desses factores representaria um progresso significativo, no diagnóstico e na terapêutica. Note-se que, ao falar de diagnóstico, quando se trata de compreender uma alergia, todos os factores ambientais deverão entrar em linha de conta, e por isso se deveria falar num «eco-diagnóstico» ou «diagnóstico» ambiental.
Ao utilizar a Radiestesia para descobrir o que as análises comuns não conseguem descobrir, Arthur Bailey dá um contributo original e muito valioso, não só à Radiestesia Terapêutica mas também ao tratamento das alergias.
Ainda que o teste das pulsações, por ele utilizado, nos pareça desnecessariamente complicado, o princípio é correcto e deverá ser levado em consideração: aliás, ao longo do livro de Arthur Bailey (*), tudo nos parece certo, desde que se excluam os aspectos complicativos do processo. Desde que simplificado, o contributo de Arthur Bailey à Radiestesia Terapêutica é extremamente interessante.
«O stress emocional - como ele diz - provoca todo um conjunto de sintomas. Ocorrem alterações na química do organismo que podem afectar gravemente o sistema imunitário e, virtualmente, todas as funções orgânicas. O stress também provoca tensões musculares crónicas que afectam a respiração, a postura, a expressão facial e todo o funcionamento do rosto.»
É aqui, nas crises de stress, que as várias formas de meditação entram como terapia global de fundo e de choque, sem esquecer que o teste autoterapêutico com o pêndulo da Radiestesia é uma das formas de «meditação» e relaxamento mais eficazes.
2 - O efeito multiplicador do stress nas alergias foi também analisado no livro do norte-americano Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection", que Bailey cita às páginas 65 e 69 da edição portuguesa. Os testes sobre alimentos realizados por Coca dão, regra geral, como responsáveis, alguns produtos mais comuns, e que, de certo modo, representam, no contexto das alergias, o papel de «maus da fita», ou alergenos principais. Entre esses primeiros suspeitos, figuram, desde há muito tempo, o Leite e o Chocolate, mas Arthur Coca encontrou também Repolhos e Trigo.
Uma conclusão (inédita) se deverá desde já registar e que poderá corrigir muitas das concepções que actualmente correm sobre alergias. Não é no «alergeno» propriamente dito que está o elemento causal desencadeante da «intolerância»: a intolerância passa por aqueles alimentos que, perturbando o Fígado (e encontrando nele reduzida a sua função de eliminação), irão, em segunda linha, provocar a reacção alérgica.
Por isso o Leite e o Chocolate surgem como alergenos sempre prováveis, e ambos por essa característica: afectam de modo mais intenso o funcionamento do Fígado. Mas o Leite tem ainda outro componente que, faltando no Chocolate, o torna mais susceptibilizante ou alergénico: a presença de hormonas e antibióticos. Aliás, nas hormonas e antibióticos - presentes nos produtos de origem animal - se deverá localizar uma das causas químicas das alergias como fenómeno pan-endémico do nosso tempo. A presença de gorduras-e-sal no alimento suspeito poderá também agravar a sua intolerância, na medida em que irá afectar o fígado e suas funções de metabolização.
Uma reacção como a «urticária», por exemplo, dir-se-ia que é uma forma de eliminação «diferida» (através da pele) quando o Fígado deixa de ter capacidade para ser ele a metabolizar, assimilando e desassimilando o alimento que lhe é proposto... Mas às hormonas e antibióticos se deverá acrescentar uma longa lista de responsáveis, que tornam, de facto, logo à nascença, o mundo moderno um inferno químico mais ou menos climatizado e um tremedal químico de doenças: Vacinas, Medicamentos em geral e alguns (antibióticos, corticosteroides) em particular, Aditivos químicos (nomeadamente Córantes), Pesticidas, deverão entrar, desde já, na lista, hoje interminável, de causadores de Alergias.
É caso para dizer que, mesmo assim, muito bem andamos nós. Se estamos cercados por substâncias alergénicas, nomeadamente químicas, talvez o caminho seja, antes de mais nada, uma terapêutica no sentido de diminuir a hipersensibilidade do organismo. E diminuir a hipersensibilidade do organismo passa por diminuir a hipersensibilidade do Fígado, o que significa o seu tratamento através do Elemento-Chave no órgão hepático, que é o Enxofre: num país como o nosso, guiado pela Providência, onde deverá existir a maior densidade de águas termais, com base sulfúrica, do Mundo, deveria ser proibido sofrer do Fígado e portanto de Alergias. No entanto, 90% das doenças de que hoje as pessoas se queixam são de origem alérgica.
Mas - note-se - a desintoxicação passa também pela desincrustação de metais pesados e tóxicos do ADN celular: o que deve e pode ser conseguido, da maneira mais eficaz, pelo teste dos metais com o Pêndulo de Radiestesia. Note-se também de que a célula só se liberta de metais pesados, se primeiro «abrir» com a ajuda da presença do Potássio, aquele que já foi apelidado de «mineral esquecido».
3 - A tudo isto a Radiestesia Terapêutica pode prestar um serviço insubstituível: testando os alimentos (substâncias contidas nos alimentos), se quisermos seguir a via complicada dos alergénicos, mas também, pura e simplesmente, como profilaxia de base, como terapêutica-milagre, testando autoterapeuticamente o Enxofre até dizer basta. Se a isto se juntar um bom apport de Enxofre nos alimentos mais comuns - Nabos, Rábanos, Rabanetes - nem será necessário, quando chega o Verão, fazer uma cura de águas em qualquer das nossas maravilhosas Termas. A dificuldade, neste País de maravilhas, é da escolha.
4 - Compreende-se a necessidade de apoiar o trabalho terapêutico em processos simplificados, dada a extraordinária complexidade do quadro alérgico e a interdependência de diversos factores, muitos deles desconhecidos ou inlocalizáveis. Também é certo que uma atitude de sistemática e obsessiva despistagem, se torna cansativa, mesmo para um radioterapeuta paciente. Se há terapias (que deverão ser) holísticas, a das Alergias é, por excelência, uma holoterapia.
5 - Voltando ao livro de Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection», editado nos EUA em 1972, o nosso autor refere uma experiência da maior importância para esse relacionamento holístico que se torna, dia a dia, mais necessário, à medida que a química introduz no ambiente alimentar (na bioquímica ou alquimia da vida) um princípio satânico de perversão. A que todas as correntes dietéticas têm sido mais ou menos alheias, deixando que a Ecologia Alimentar se tornasse uma piedosa forma de lamentar o leite derramado...
«Sintomas de doenças tão graves como a Esclerose Múltipla - diz Arthur Bailey - têm surgido a partir de causas tão pouco graves (sic!) como alergias alimentares». Medida de precaução - ainda que não de fundo - é aconselhada por ele: «Em particular - sublinha - é vital não consumir esses alimentos quando estiver doente ou sob tensão.»
Para os que quiserem «complicar» o processo e tiverem paciência para isso, Arthur Bailey insiste no «teste do pulso», que ele minuciosamente descreve às páginas 65 e 66 da edição portuguesa, citando sempre o livro do norte-americano Arthur Coca, «The Pulse Test: Easy Allergy Detection», Arco, 1972.
6 - Ao relacionar alergias e stress, Bailey está apenas a sublinhar - sem a explicitar - a importância do sistema nervoso e endócrino num processo alérgico, facto que reconfirma o carácter holístico deste sindroma e, portanto, a necessidade de uma terapia holística - a partir da causa rerum que, como já se disse, é o Fígado e o seu Metal-Chave, o Enxofre. Sublinhe-se, já agora, a importância deste Elemento na tradição alquímica.
7 - Além da relação já assinalada por Arthur Bailey entre stress, sistema endócrino, intolerâncias alimentares, alergias e pulso cardíaco - há uma conexão fundamental ainda a sublinhar mas que ele apenas sugere sem explicitar: é a relação que tem, com todo o quadro alérgico, o estado de intoxicação do organismo humano, entendendo-se a intoxicação química como a que deixa um terreno minado e sequelas mais profundas e demoradas. Daí que as alergias sejam, regra geral, para toda a vida e que a medicina (baseada na intoxicação química-medicamentosa) não adiante nenhuma cura, nem aguda nem de terreno, antes pelo contrário. É aqui que um outro elemento-chave, o Potássio, a quem está confiada a função de abrir as células, se torna a pedra angular em qualquer quadro de alergia. Sem o Potássio, as celulas continuarão fechadas e sem hipótese de substituir os metais tóxicos pelos «bons metais» como diria Etienne Guillé.
8 - O recurso terapêutico à Homeopatia e aos remédios florais do Dr. Bach, preconizados por Arthr Bailey, reforça a abordagem holística que o autor realiza neste seu livro «O Diagnóstico pela Radiestesia» Agindo, com esses «holo-medicamentos», ao nível da energia astral e do corpo etérico - o que normalmente se designa por mundo emocional ou mundo psíquico - , Arthur Bailey dá, sem saber, um contributo valioso à Radiestesia Alquímica que, como se sabe, enquanto abordagem holística, subordina o corpo físico à influência dos vários corpos energéticos e estes às energias cósmicas.
9 - A existência de dois hemisférios cerebrais, tal como é descrita pela ciência neurológica, aparece em Arthur Bailey como hipótese capaz de explicar o desconhecido mecanismo da Radiestesia. Mas também pode ajudar a explicar o dualismo do pensamento humano e a virtual necessidade de uma abordagem holística, que reequilibre o papel dos dois hemisférios cerebrais, contribuindo para acabar com a hipertrofia do lado cerebral e lógico, estrutural à civilização tecnológica que nos domina. O «corpus callosum» seria porventura o elo de ligação entre os dois contrários e talvez esteja nele a «ponte» para reencontrarmos a unidade perdida...
Generalizando, poderia pensar-se que ocorrências verificadas do lado esquerdo do corpo teriam a ver com o cérebro direito e viceversa. Usar a mão esquerda, em vez da direita, poderia ser um desses sinais. E o uso da mão direita para segurar o pêndulo teria a ver com capacidades do cérebro esquerdo, que a ciência identifica com o chamado «processamento linear», ou seja, coisas como a matemática, a lógica, a linguagem, características associadas ao sexo masculino. O cérebro direito estaria, segundo os mesmos cientistas, relacionado com o experimentar os acontecimentos como um todo, não sendo limitado pelo tempo e pelo espaço, mais ligado à criatividade, ao gosto pela arte, à compaixão e à intuição, faculdades tradicionalmente associadas ao sexo feminino.
A meditação, segundo Arthur Bailey, poderia ajudar a equilibrar a actividade dos dois hemisférios. Escreve ele à página 149: «A informação obtida através da radiestesia começa por se manifestar no hemisfério direito (não lógico) porque não é uma propriedade lógica, e daí resulta a dificuldade que alguns, com o hemisfério esquerdo predominante, sentem para aceitar a radiestesia. Ao aprendermos radiestesia, aprendemos a libertar uma capacidade latente da mente intuitiva.»
Esta hipótese científica dos dois hemisférios cerebrais talvez seja apenas sedutora e talvez pouco explique do que permanece um mistério: o dualismo da natureza humana (que corresponde ao dualismo cósmico do universo) e o mecanismo que, em última instância, faz com que a Radiestesia funcione.
10 - Ao recomendar, para lá dos 38 remédios individuais do Dr. Bach, o «Rescue Remedy», que inclui cinco deles, o livro de Arthur Bailey é também uma boa oportunidade de recolectar aqueles remédios de base que constituem uma espécie de profilaxia profunda e global, qualquer que seja o caso e por maior gravidade de que ele se revista. Pedindo ajuda à Macrobiótica e à medicina orto-molecular, a lista de recursos terapêuticos globais começa a ficar particularmente enriquecida. Não se trata de dispensar as terapias específicas mas de valorizar as terapias holísticas de fundo. Tentemos uma primeira listagem [ a completar futuramente] do que se poderá designar por «primeiros desintoxicantes»:
Águas sulfúricas de termas portuguesas
Ampolas bebíveis «Sulfogene»
Arroz integral em particular e Macrobiótica em geral
CHÁ (CALDO) DE VEGETAIS DOCES - Ingredientes básicos: Cebola, Abóbora, Couve Branca, Cenoura. Ingredientes adicionais: Cogumelo Shitaki, Nabos e Rabanetes, Rebentos de Soja
ENXOFRE - Enxofre de alimentos ricos em Enxofre: Radis Noir, Rábano, Rabanete, Nabo, Nabiças
Enxofre por teste vibratório do metal
IMUNOZELON (?) - Reforço do sistema imunitário
POTÁSSIO - Potássio de alimentos ricos em Potássio: Batata Doce, Frutos Secos, Banana, Batata
RESCUE REMEDY - Em crises de stress - «Inclui cinco dos outros 38 remédios florais do Dr. Bach e é composto, expressamente, para a redução do choque. Sempre que alguém fique subitamente sob stress - provocado por um acidente, perda de alguém, etc - este remédio é notavelmente eficaz.» (A. Bailey)
TESTE DOS 7 METAIS ALQUÍMICOS COM O PÊNDULO DE RADIESTESIA (particularmente com o Enxofre).
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(*) «O Diagnóstico pela Radiestesia», de Arthur Bailey, Nº 7 da Colecção «Medicinas Alternativas», Editorial Estampa, Lisboa, 1994
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
ESCOLA 2012
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8/3/1997 - Quando a Medicina, com o nome de Magia, era uma das 12 ciências sagradas (hierofantes egípcios), era uma arte operativa e, portanto, curativa - curar tinha o exacto sentido de iniciar alguém na via iniciática.
Não se tratava , com a iniciação, de abafar sintomas , como faz hoje a medicina química, mas de estimular defesas naturais (a Imunidade) e as reacções curativas.
Sem reacções curativas não há cura nem percurso iniciático, nem evolução de nível na escala hierárquica de consciência, nem subida na vertical dos mundos a que Rudolfo Steiner chama «suprasensíveis».
Hipócrates herdou, dos mistérios egípcios, provavelmente via Pitágoras, o princípio das reacções curativas. Os neo-hipocráticos e naturo-vegetarianos do princípio do século, ainda tentaram fazer valer o nobre princípio do sábio grego de Cos, o nobre princípio em que a Medicina ainda revelava as suas raízes mágicas (a árvore invertida da Kaballah tem, como se sabe, as raízes no Céu).
Mas, depressa, a febre dos frasquinhos e a exploração lucrativa dos remédios específicos perverteu o princípio holístico das medicinas naturais e da «panaceia universal» dos hispagiritas (Paracelso). As medicinas naturais, nesse particular dos frasquinhos, ficaram iguais à medicina química sintomática, embora o número de específicos seja menos extenso e, portanto, menos obsceno.
A medicina natural passou também a abafar sintomas - a consolar os aflitos - , em vez de curar, ou seja, em vez de permitir ao doente aproveitar a hipótese de evoluir energeticamente na vertical, já que foi essa sempre a função da doença, ou antes daquilo a que a moderna medicina chama doenças.
A Macrobiótica de Jorge Oshawa, como terapêutica energética, ainda tentou pegar no fio da tradição (neste caso, da tradição taoísta/zen) mas logo foi abafada também pela moda consolatriz.
O mercado ficaria inundado de técnicas de consolação e beatitude, nomeadamente magnéticas, desde a massagem ao Reiki (imposição de mãos), desde o yoga à meditação transcendental.
«Sinto-me muito bem com o tratamento que ele me fez» - passou a ser a frase mais ouvida nas salas de espera dos consultórios, quer de homeopatas, quer de acupunctores, quer de massagistas, quer de mestres de meditação, quer de curandeiros menos ortodoxos, de cartomantes e videntes, bruxos e adivinhos, etc.
Entretanto as medicinas naturais, derradeira oportunidade de fazer evoluir o doente enterrado na sociedade de consumo, na poluição e no poço do virtual - energeticamente zero - deixaram de pretender ensinar o doente a progredir, tratando-o por acalmia magnética .
«O que interessa é os resultados» - respondem, pragmaticamente, os adeptos das técnicas sintomatológicas ou de estagnação energética, por oposição às técnicas causais ou motivadoras de reacções curativas.
De facto, fazendo, momentaneamente, o doente «sentir-se bem», os consultórios passam a ficar mais cheios. Acima de tudo, os doentes passam a ser doentes para toda a vida, ficando em monodependência perpétua do terapeuta.
A técnica sintomatológica agrada a todos - médicos e doentes.
PONTOS DE PASSAGEM
O trabalho educativo a fazer hoje pela medicina energética , pela alquimia energética, pela magia energética, passa assim por vários pontos, que começamos agora a enunciar mas que continuaremos a enunciar em futuras fichas de estudo:
1 - O terapeuta deverá reconverter-se em professor de saúde: talvez ganhe menos materialmente, mas ganhará muito mais espiritualmente (e quando falamos em Espírito é de energias que falamos).
2 - As reacções curativas (Hipócrates) ou stresses positivos (Étienne Guillé) deverão ser ensinados ao doente: o doente terá uma primeira consciência que lhe permitirá distinguir reacções patológicas das reacções curativas
3 - Se a doença é uma oportunidade de evoluir, de realinhar os ritmos ou ciclos de 7 em 7 anos que todo o ser humano, em princípio deverá cumprir, pena será que as medicinas façam abortar sistematicamente essa oportunidade
4 - Quando Jorge Oshawa disse, no livro «O Cancro e a Filosofia do Extremo Oriente» ( Porto Alegre, s/d) que deveríamos estar gratos ao Cancro, estava a tentar dizer que essa doença cósmica deve ser encarada como uma oportunidade iniciática (Rudolfo Steiner) de dar um salto qualitativo na escala dos níveis vibratórios de consciência , na subida da vertical aos corpos suprasensíveis.
5 - Místicos e doutores em misticismo, como o brasileiro Pierre Weil, da Psicologia Transpessoal, têm concorrido para a grande confusão, nomeadamente com os equívocos psicofisiológicos da chamada parapsicologia, da hipnoterapia e do experimentalismo obsceno em laboratórios.
6 - Evoluir não significa ver auras, ver a cor das auras, ver luzinhas a apagar e a acender, levitar e outras pequenas magias domésticas, mais perversas que domésticas.
Evoluir significa ganhar um grau de evolução espiritual da qual o acto mágico operativo poderá naturalmente decorrer: ou seja, é a ordem inversa do que hoje se ensina.
7 - É impensável que num livro sobre magia celta (ver lista final de leituras) à segunda ou terceira página, a autora já esteja a ensinar ao leitor como se faz uma sessão mágica, com velas, círculos mágicos, punhal, vara mágica, pentáculo, incenso, caldeirão, espada e etc.
É impensável que a vulgarização da magia venha enterrar ainda mais a medicina que já era uma forma degradada de magia.
8 - Algumas ordens e seitas que se dizem de iniciação também ajudam a depreciar o processo iniciático, tornando-o um ritual vazio de sentido e de conteúdo (*)
9 - Colocando a alquimia na célula (ADN da célula) e nos processos de divisão celular, a iniciação é puramente interior e são os mecanismos de autoregulação (sistema imunitário lhe chama a ciência ) que irão encarregar-se disso.
Ao automatismo dos processos e mecanismos auto-reguladores chama-se a parte «oculta» da iniciação nos vários «colégios de mistérios ».
10 - Os estudos encefalográficos sobre a meditação Zen ou sobre o uso do LSD (ácido lisérgico), realizados em laboratórios de experimentação nos EUA (Massachusstes) , avaliam, na melhor das hipóteses as variações do corpo etérico , talvez mais do corpo físico do que do etérico, visto que os electroencefalógrafos vibram apenas na frequência material de N8.
Nenhum aparelho de medida usado pelos laboratórios de psicologia transpessoal poderá analisar frequências vibratórias de outro nível vibratório: de N16 a N56.
A neurofisiologia tem assim agravado os equívocos místicos e magnéticos e hipnóticos.
11 - A psicostasia (Ver livro dos mortos dos antigos egípcios) ou julgamento do iniciando, tal como o movimento alquímico, está sempre omissa dos rituais ditos iniciáticos das ordens ditas iniciáticas.
Ora, como se tem dito nestes apontamentos, sem psicostasia e sem alquimia, não existe iniciação, não existe cura, não existem reacções curativas, não existe evolução, não existe regulação do bioritmo, reordenamento dos ciclos naturais, etc: existe apenas, na melhor das hipóteses, contemplação, beatitude, êxtase ou simulacros disso, estado de (in) consciência que aparece enfatizado e exaltado em todos os livros de pretensa magia, de pretensa iniciação, de pretensa evolução espiritual.
As energias alquímicas ou filosofais não podem ser fabricadas sem stresses, sem reacções curativas, sem crises sazonais (a bioritmosofia é indissociável de qualquer processo de cura iniciática).
12 - A ciência experimental - em parapsicologia, em neurofisiologia - tem um sentido material (ista) e meramente laboratorial, de observação externa. O processo iniciático fala de excperiência mas de experiência experimentada, vivida e vivenciada, alquimizada, metabolizada, integrada, em que observador e observado coincidem ( Ver Fritjof Capra, in «O Tao da Física»)
13 - As drogas ditas psicoactivas, pelo contrário, actuam em níveis vibratórios de frequências mais elevadas (até N40 ou N48) mas não respeitam 2 condições:
a) A preparação demorada e gradual do Suporte Vibratório
b) O escalonamento hierárquico, degrau a degrau, da subida na vertical e dos vários níveis vibratórios. As drogas alteradoras dos estados de consciência (como dizem os da psicologia transpessoal) começam a construir o edifício ao contrário, começam pelo telhado sem que os alicerces estejam implantados.
Os alicerces são todo o trabalho, por fases, com método, com ritmo, de fabricação das energias alquímicas filosofais através da subida na vertical.
14 - A hipertrofia atribuída ao cérebro nos estudos neurofisiológicos contraria a harmonia alquímica das energias . Para alcançar consciência do não tempo e do não espaço, é necessário um tempo cronológico (duração ou durée - Bergson) não havendo, portanto, iniciações-relâmpago ou iniciações rápidas.
15 - Não é o mestre que inicia o discípulo, como dizem algumas escolas modernas muito difundidas, mas o discípulo que se auto-inicia depois de ser instruído sobre o mecanismo do processo.
16 - Os monges da Ordem Nyingma usam, constantemente, para vibrar, sinos e outros meios vibráteis (moinhos de oração) que obrigam , segundo a visão noológica, os mecanismos de autoregulação do monge a estar despertos, ou seja, a vibrar em ressonância com níveis cada vez mais altos.
Estar desperto não significa, desde logo, estar iluminado, confusão muito corrente hoje em dia, no mundo de simulacros, ilusões e mentiras que é o tráfico de energias.
17 - A emancipação do dualismo e a síntese dos opostos complementares entra, como consequência de sucessivas etapas de Psicostasia.
Quando os opostos - subjectivo/objectivo, mente/corpo,espaço/tempo, etc - deixam de ser entendidos como opostos, a etapa do Amor foi franqueada. Curiosamente, a mensagem da Grande Esfinge fala em Amar 6 vezes, o que talvez signifique que 6 vezes os opostos terão que ser ultrapassados (alquimizados, transmutados) para se atingir a etapa ou plataforma da iluminação.
Mas antes de amar, a mesma mensagem fala de:
Saber
Querer
Ousar
Deter-se
Não há melhor guia para uma real iniciação do que estes itens
18 - É frequente confundir transe mediúnico ou hipnose com iluminação: mas iluminação, dentro da escala hierárquica dos níveis de consciência vibratória, situa-se no lado oposto da hipnose. Pelo contrário, iluminação coincide com a vivência plena dos arquétipos profundos, depois de um longo, tortuoso e labiríntico périplo em que as memórias (energias) ancestrais foram desestruturadas e reestruturadas (= crises e reacções curativas) em sucessivos stresses positivos.
Suzuki, autor do budismo zen, chama-lhe «inconsciente cósmico». Ao «inconsciente colectivo» de Carl Jung, para que seja aceitável em Noologia, apenas há que acrescentar o «lado positivo do inconsciente colectivo», para termos um sinónimo de iluminação ou «satori».
19 - Os transes hipnóticos, inspirados por Mesmer e Freud, são uma ratoeira das mais evidentes do processo, cheio delas, que é o processo iniciático mal conduzido.
Toda e qualquer técnica que realize a retenção magnética no corpo etérico é ratoeira que aprisiona o espírito em gaiolas que não lhe pertencem.
20 - Mais ratoeiras. Alterações de pulso e respiração, verificadas numa experiência de EEG, significam apenas que o corpo magnético (campo magnético) foi alterado e retido.
Ainda está por saber se a fotografia Kirlian é apenas fotografia de uma irradiação calórica.
As alterações de pulso e respiração podem igualmente verificar-se durante o sono natural, que é um estado alargado de consciência espontâneo - e um bom protótipo do que deverá ser o processo iniciático de acesso aos arquétipos.
As ondas alfa e teta detectadas em laboratórios de Massachussets, significam apenas ondas alfa e teta, componentes da fisiologia física do corpo físico denso.
21 - O livro «Psicofisiologia da Consciência Cósmica» (Ed. Vozes, Petrópolis, 1978) aponta algumas características dominantes do estado místico: falta apenas acrescentar que esses pontos caracterizariam o estado de iluminação , sendo a única diferença a transitoriedade na experiência mística e a durabilidade na experiência iniciática. Diferença que é fundamental para nos entendermos em Noologia.
22 - «Dissolução dos egos» é componente indispensável - sine qua non - para que um processo , em vez de místico ou beatífico, mereça o nome de iniciático.
É essa dissolução dos egos que significa Cura, que faz da Alquimia, da Magia e da Ritmosofia (Ciclos biocósmicos) a medicina profunda e eterna.
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Leituras indicadas para desenvolvimento desta ficha de estudo:
«A Consciência Cósmica - Introdução à Psicologia Transpessoal» - Pierre Weil - Ed. Vozes, Petrópolis, 1976
«A Magia Atlante» - Murry Hope - Ed. Estampa, Lisboa, 1991
«A Magia Celta» - D. J. Conway - Ed. Estampa, Lisboa, 1994
«A Oração» - Alexis Carrel - Ed. Tavares Martins, Porto, 1945
«As Revelações da Morte» - Leão Chestov - Ed. Moraes, Lisboa, 1960
«Biologia de la Inmunidad» - J. A. de Loureiro - Ed. Científico-Médica, Barcelona, 1947
«Cours Complet de Maçonnerie ou Histoire Générale de l'Initiation» - Vassal - Paris, 1832
«Equilibres et Déséquilibres Biologiques - Sensibilité Organique et Methodes Thérapeutiques» - Maurice Vernet - Ed G. Doin, Paris, 1954
«Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus» - Carlos H. C. Silva - Ed. Didaskalia, Lisboa, 1986
«Iniciaciones Místicas» - Mircea Eliade - Ed Taurus, Madrid, 1975
«Milagre e Fé na Cura» - Fred Wachsmann - Lisboa, 1953
«Milagres de Lourdes» - Alexis Carrel - Ed Educação Nacional, Porto, 1958
«Mistérios Egípcios» - Lucie Lamy - Ediciones del Prado, Madrid, 1993
«O Homem Invisível» - C.W. Leadbeater - Ed. Pensamento, São Paulo, 1967
«O Jogo das Contas de Vidro» - Herman Hesse - Ed. Record, Rio, 1971
«O Tao da Física» - Fritjof Capra - Ed Presença, Lisboa, 1989
«Os Mistérios Egípcios» - Arthur Versluis - Ed. Cultrix, São Paulo, 1988
«Plantas, Chamanismo y Estados de Consciencia» - Vários autores - Los Libros de la Liebre de Marzo, Barcelona, 1994
«Psicobiologia del Estrés» - Manuel Valdés - Ed. Martinez Roca, Barcelona, 1990
«Psicofisiologia da Consciência Cósmica - Pequeno Tratado de Psicologia Transpessoal - Vol III» - Ed. Vozes, Petrópolis, 1978
«Ritos de Passagem» - John Holm e John Bowker - Ed. PEA, Lisboa, 1994
«Transmutations a Faible Energie» - C. L. Kervran - Ed. Maloine, Paris, 1972
CURA INICIÁTICA, MAGIA E ALQUIMIA
8/3/1997 - Quando a Medicina, com o nome de Magia, era uma das 12 ciências sagradas (hierofantes egípcios), era uma arte operativa e, portanto, curativa - curar tinha o exacto sentido de iniciar alguém na via iniciática.
Não se tratava , com a iniciação, de abafar sintomas , como faz hoje a medicina química, mas de estimular defesas naturais (a Imunidade) e as reacções curativas.
Sem reacções curativas não há cura nem percurso iniciático, nem evolução de nível na escala hierárquica de consciência, nem subida na vertical dos mundos a que Rudolfo Steiner chama «suprasensíveis».
Hipócrates herdou, dos mistérios egípcios, provavelmente via Pitágoras, o princípio das reacções curativas. Os neo-hipocráticos e naturo-vegetarianos do princípio do século, ainda tentaram fazer valer o nobre princípio do sábio grego de Cos, o nobre princípio em que a Medicina ainda revelava as suas raízes mágicas (a árvore invertida da Kaballah tem, como se sabe, as raízes no Céu).
Mas, depressa, a febre dos frasquinhos e a exploração lucrativa dos remédios específicos perverteu o princípio holístico das medicinas naturais e da «panaceia universal» dos hispagiritas (Paracelso). As medicinas naturais, nesse particular dos frasquinhos, ficaram iguais à medicina química sintomática, embora o número de específicos seja menos extenso e, portanto, menos obsceno.
A medicina natural passou também a abafar sintomas - a consolar os aflitos - , em vez de curar, ou seja, em vez de permitir ao doente aproveitar a hipótese de evoluir energeticamente na vertical, já que foi essa sempre a função da doença, ou antes daquilo a que a moderna medicina chama doenças.
A Macrobiótica de Jorge Oshawa, como terapêutica energética, ainda tentou pegar no fio da tradição (neste caso, da tradição taoísta/zen) mas logo foi abafada também pela moda consolatriz.
O mercado ficaria inundado de técnicas de consolação e beatitude, nomeadamente magnéticas, desde a massagem ao Reiki (imposição de mãos), desde o yoga à meditação transcendental.
«Sinto-me muito bem com o tratamento que ele me fez» - passou a ser a frase mais ouvida nas salas de espera dos consultórios, quer de homeopatas, quer de acupunctores, quer de massagistas, quer de mestres de meditação, quer de curandeiros menos ortodoxos, de cartomantes e videntes, bruxos e adivinhos, etc.
Entretanto as medicinas naturais, derradeira oportunidade de fazer evoluir o doente enterrado na sociedade de consumo, na poluição e no poço do virtual - energeticamente zero - deixaram de pretender ensinar o doente a progredir, tratando-o por acalmia magnética .
«O que interessa é os resultados» - respondem, pragmaticamente, os adeptos das técnicas sintomatológicas ou de estagnação energética, por oposição às técnicas causais ou motivadoras de reacções curativas.
De facto, fazendo, momentaneamente, o doente «sentir-se bem», os consultórios passam a ficar mais cheios. Acima de tudo, os doentes passam a ser doentes para toda a vida, ficando em monodependência perpétua do terapeuta.
A técnica sintomatológica agrada a todos - médicos e doentes.
PONTOS DE PASSAGEM
O trabalho educativo a fazer hoje pela medicina energética , pela alquimia energética, pela magia energética, passa assim por vários pontos, que começamos agora a enunciar mas que continuaremos a enunciar em futuras fichas de estudo:
1 - O terapeuta deverá reconverter-se em professor de saúde: talvez ganhe menos materialmente, mas ganhará muito mais espiritualmente (e quando falamos em Espírito é de energias que falamos).
2 - As reacções curativas (Hipócrates) ou stresses positivos (Étienne Guillé) deverão ser ensinados ao doente: o doente terá uma primeira consciência que lhe permitirá distinguir reacções patológicas das reacções curativas
3 - Se a doença é uma oportunidade de evoluir, de realinhar os ritmos ou ciclos de 7 em 7 anos que todo o ser humano, em princípio deverá cumprir, pena será que as medicinas façam abortar sistematicamente essa oportunidade
4 - Quando Jorge Oshawa disse, no livro «O Cancro e a Filosofia do Extremo Oriente» ( Porto Alegre, s/d) que deveríamos estar gratos ao Cancro, estava a tentar dizer que essa doença cósmica deve ser encarada como uma oportunidade iniciática (Rudolfo Steiner) de dar um salto qualitativo na escala dos níveis vibratórios de consciência , na subida da vertical aos corpos suprasensíveis.
5 - Místicos e doutores em misticismo, como o brasileiro Pierre Weil, da Psicologia Transpessoal, têm concorrido para a grande confusão, nomeadamente com os equívocos psicofisiológicos da chamada parapsicologia, da hipnoterapia e do experimentalismo obsceno em laboratórios.
6 - Evoluir não significa ver auras, ver a cor das auras, ver luzinhas a apagar e a acender, levitar e outras pequenas magias domésticas, mais perversas que domésticas.
Evoluir significa ganhar um grau de evolução espiritual da qual o acto mágico operativo poderá naturalmente decorrer: ou seja, é a ordem inversa do que hoje se ensina.
7 - É impensável que num livro sobre magia celta (ver lista final de leituras) à segunda ou terceira página, a autora já esteja a ensinar ao leitor como se faz uma sessão mágica, com velas, círculos mágicos, punhal, vara mágica, pentáculo, incenso, caldeirão, espada e etc.
É impensável que a vulgarização da magia venha enterrar ainda mais a medicina que já era uma forma degradada de magia.
8 - Algumas ordens e seitas que se dizem de iniciação também ajudam a depreciar o processo iniciático, tornando-o um ritual vazio de sentido e de conteúdo (*)
9 - Colocando a alquimia na célula (ADN da célula) e nos processos de divisão celular, a iniciação é puramente interior e são os mecanismos de autoregulação (sistema imunitário lhe chama a ciência ) que irão encarregar-se disso.
Ao automatismo dos processos e mecanismos auto-reguladores chama-se a parte «oculta» da iniciação nos vários «colégios de mistérios ».
10 - Os estudos encefalográficos sobre a meditação Zen ou sobre o uso do LSD (ácido lisérgico), realizados em laboratórios de experimentação nos EUA (Massachusstes) , avaliam, na melhor das hipóteses as variações do corpo etérico , talvez mais do corpo físico do que do etérico, visto que os electroencefalógrafos vibram apenas na frequência material de N8.
Nenhum aparelho de medida usado pelos laboratórios de psicologia transpessoal poderá analisar frequências vibratórias de outro nível vibratório: de N16 a N56.
A neurofisiologia tem assim agravado os equívocos místicos e magnéticos e hipnóticos.
11 - A psicostasia (Ver livro dos mortos dos antigos egípcios) ou julgamento do iniciando, tal como o movimento alquímico, está sempre omissa dos rituais ditos iniciáticos das ordens ditas iniciáticas.
Ora, como se tem dito nestes apontamentos, sem psicostasia e sem alquimia, não existe iniciação, não existe cura, não existem reacções curativas, não existe evolução, não existe regulação do bioritmo, reordenamento dos ciclos naturais, etc: existe apenas, na melhor das hipóteses, contemplação, beatitude, êxtase ou simulacros disso, estado de (in) consciência que aparece enfatizado e exaltado em todos os livros de pretensa magia, de pretensa iniciação, de pretensa evolução espiritual.
As energias alquímicas ou filosofais não podem ser fabricadas sem stresses, sem reacções curativas, sem crises sazonais (a bioritmosofia é indissociável de qualquer processo de cura iniciática).
12 - A ciência experimental - em parapsicologia, em neurofisiologia - tem um sentido material (ista) e meramente laboratorial, de observação externa. O processo iniciático fala de excperiência mas de experiência experimentada, vivida e vivenciada, alquimizada, metabolizada, integrada, em que observador e observado coincidem ( Ver Fritjof Capra, in «O Tao da Física»)
13 - As drogas ditas psicoactivas, pelo contrário, actuam em níveis vibratórios de frequências mais elevadas (até N40 ou N48) mas não respeitam 2 condições:
a) A preparação demorada e gradual do Suporte Vibratório
b) O escalonamento hierárquico, degrau a degrau, da subida na vertical e dos vários níveis vibratórios. As drogas alteradoras dos estados de consciência (como dizem os da psicologia transpessoal) começam a construir o edifício ao contrário, começam pelo telhado sem que os alicerces estejam implantados.
Os alicerces são todo o trabalho, por fases, com método, com ritmo, de fabricação das energias alquímicas filosofais através da subida na vertical.
14 - A hipertrofia atribuída ao cérebro nos estudos neurofisiológicos contraria a harmonia alquímica das energias . Para alcançar consciência do não tempo e do não espaço, é necessário um tempo cronológico (duração ou durée - Bergson) não havendo, portanto, iniciações-relâmpago ou iniciações rápidas.
15 - Não é o mestre que inicia o discípulo, como dizem algumas escolas modernas muito difundidas, mas o discípulo que se auto-inicia depois de ser instruído sobre o mecanismo do processo.
16 - Os monges da Ordem Nyingma usam, constantemente, para vibrar, sinos e outros meios vibráteis (moinhos de oração) que obrigam , segundo a visão noológica, os mecanismos de autoregulação do monge a estar despertos, ou seja, a vibrar em ressonância com níveis cada vez mais altos.
Estar desperto não significa, desde logo, estar iluminado, confusão muito corrente hoje em dia, no mundo de simulacros, ilusões e mentiras que é o tráfico de energias.
17 - A emancipação do dualismo e a síntese dos opostos complementares entra, como consequência de sucessivas etapas de Psicostasia.
Quando os opostos - subjectivo/objectivo, mente/corpo,espaço/tempo, etc - deixam de ser entendidos como opostos, a etapa do Amor foi franqueada. Curiosamente, a mensagem da Grande Esfinge fala em Amar 6 vezes, o que talvez signifique que 6 vezes os opostos terão que ser ultrapassados (alquimizados, transmutados) para se atingir a etapa ou plataforma da iluminação.
Mas antes de amar, a mesma mensagem fala de:
Saber
Querer
Ousar
Deter-se
Não há melhor guia para uma real iniciação do que estes itens
18 - É frequente confundir transe mediúnico ou hipnose com iluminação: mas iluminação, dentro da escala hierárquica dos níveis de consciência vibratória, situa-se no lado oposto da hipnose. Pelo contrário, iluminação coincide com a vivência plena dos arquétipos profundos, depois de um longo, tortuoso e labiríntico périplo em que as memórias (energias) ancestrais foram desestruturadas e reestruturadas (= crises e reacções curativas) em sucessivos stresses positivos.
Suzuki, autor do budismo zen, chama-lhe «inconsciente cósmico». Ao «inconsciente colectivo» de Carl Jung, para que seja aceitável em Noologia, apenas há que acrescentar o «lado positivo do inconsciente colectivo», para termos um sinónimo de iluminação ou «satori».
19 - Os transes hipnóticos, inspirados por Mesmer e Freud, são uma ratoeira das mais evidentes do processo, cheio delas, que é o processo iniciático mal conduzido.
Toda e qualquer técnica que realize a retenção magnética no corpo etérico é ratoeira que aprisiona o espírito em gaiolas que não lhe pertencem.
20 - Mais ratoeiras. Alterações de pulso e respiração, verificadas numa experiência de EEG, significam apenas que o corpo magnético (campo magnético) foi alterado e retido.
Ainda está por saber se a fotografia Kirlian é apenas fotografia de uma irradiação calórica.
As alterações de pulso e respiração podem igualmente verificar-se durante o sono natural, que é um estado alargado de consciência espontâneo - e um bom protótipo do que deverá ser o processo iniciático de acesso aos arquétipos.
As ondas alfa e teta detectadas em laboratórios de Massachussets, significam apenas ondas alfa e teta, componentes da fisiologia física do corpo físico denso.
21 - O livro «Psicofisiologia da Consciência Cósmica» (Ed. Vozes, Petrópolis, 1978) aponta algumas características dominantes do estado místico: falta apenas acrescentar que esses pontos caracterizariam o estado de iluminação , sendo a única diferença a transitoriedade na experiência mística e a durabilidade na experiência iniciática. Diferença que é fundamental para nos entendermos em Noologia.
22 - «Dissolução dos egos» é componente indispensável - sine qua non - para que um processo , em vez de místico ou beatífico, mereça o nome de iniciático.
É essa dissolução dos egos que significa Cura, que faz da Alquimia, da Magia e da Ritmosofia (Ciclos biocósmicos) a medicina profunda e eterna.
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Leituras indicadas para desenvolvimento desta ficha de estudo:
«A Consciência Cósmica - Introdução à Psicologia Transpessoal» - Pierre Weil - Ed. Vozes, Petrópolis, 1976
«A Magia Atlante» - Murry Hope - Ed. Estampa, Lisboa, 1991
«A Magia Celta» - D. J. Conway - Ed. Estampa, Lisboa, 1994
«A Oração» - Alexis Carrel - Ed. Tavares Martins, Porto, 1945
«As Revelações da Morte» - Leão Chestov - Ed. Moraes, Lisboa, 1960
«Biologia de la Inmunidad» - J. A. de Loureiro - Ed. Científico-Médica, Barcelona, 1947
«Cours Complet de Maçonnerie ou Histoire Générale de l'Initiation» - Vassal - Paris, 1832
«Equilibres et Déséquilibres Biologiques - Sensibilité Organique et Methodes Thérapeutiques» - Maurice Vernet - Ed G. Doin, Paris, 1954
«Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus» - Carlos H. C. Silva - Ed. Didaskalia, Lisboa, 1986
«Iniciaciones Místicas» - Mircea Eliade - Ed Taurus, Madrid, 1975
«Milagre e Fé na Cura» - Fred Wachsmann - Lisboa, 1953
«Milagres de Lourdes» - Alexis Carrel - Ed Educação Nacional, Porto, 1958
«Mistérios Egípcios» - Lucie Lamy - Ediciones del Prado, Madrid, 1993
«O Homem Invisível» - C.W. Leadbeater - Ed. Pensamento, São Paulo, 1967
«O Jogo das Contas de Vidro» - Herman Hesse - Ed. Record, Rio, 1971
«O Tao da Física» - Fritjof Capra - Ed Presença, Lisboa, 1989
«Os Mistérios Egípcios» - Arthur Versluis - Ed. Cultrix, São Paulo, 1988
«Plantas, Chamanismo y Estados de Consciencia» - Vários autores - Los Libros de la Liebre de Marzo, Barcelona, 1994
«Psicobiologia del Estrés» - Manuel Valdés - Ed. Martinez Roca, Barcelona, 1990
«Psicofisiologia da Consciência Cósmica - Pequeno Tratado de Psicologia Transpessoal - Vol III» - Ed. Vozes, Petrópolis, 1978
«Ritos de Passagem» - John Holm e John Bowker - Ed. PEA, Lisboa, 1994
«Transmutations a Faible Energie» - C. L. Kervran - Ed. Maloine, Paris, 1972
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
CHESTOV 1961
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quinta-feira, 6 de Novembro de 2003
chestov-1 > ver file da série ser> a que este texto se refere – inédito ac de 1961
QUANDO LI CHESTOV
Tavira, 7 de Outubro de 1961 - Disse-te para ler Chestov e vou explicar porquê. Quando o li - As Revelações da Morte - renasci. O que escrevi então, Março a Dezembro de 1960, foi o percurso dessa metamorfose, dessa conversão, dessa desintegração-integração íntima. Chamei-lhe Prefácio ao Ser, ou prefácio ao silêncio, ou confissões do subterrâneo, ou etc. Depois de escrito, vi que falara a surdos. Nascera, praticamenta, do nada ( e é que nascera mesmo do nada). Procurar quem falasse a mesma língua, seria uma solução. Mas quem poderia falar a mesma língua - a do silêncio?
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Assim decorreu o tempo, um ano, até 5 de Outubro de 1961. Teremos de considerar esse dia uma data histórica, não? .
Não procuro prosélitos para nenhuma causa. Liberrimamente proponho apenas que sejamos religiosamente livres e que se descubra cada qual na sua metamorfose, na sua conversão. Que morra, para renascer!
Não vos incito a esta conversão ou metamorfose por arbítrio ou capricho.
E por isso vos devo dar conta das motivações profundas a que obedeci:
a) A crítica produzida pelo pensamento moderno às raízes e princípios do próprio pensamento o movimento da razão contra a razão, desde os psicanalistas (ortodoxos e dissidentes) aos indeterministas e às correntes verificadas no que se tem chamado Modernidade e Arte Moderna, - tudo contribui para desacreditar a padrão cultural vigente e procurar, no subsolo, não só arrancar as raízes dessa como implantar as de uma cultura nova, viva, fascinante;
b) O constrangimento feito à minha liberdade por todas as instituições que se guiam pela razão (ou dizem guiar-se) e têm (ou dizem ter) ideais humanistas: Estado, Escola, Igreja, Exército, etc., fez-me preferir o reino do desumanismo e da des-razão, da inocência e da insciência, de que só raros vestígios a cultura oficial consente e que tem de ser. adivinhado por intuição, pressentimento, instinto. Todo o animal acoçado, porém, afia o instinto...
c) O enfado que foi a escola e a inutilidade da cultura ali praticada, fez-me procurar uma cultura mais próxima do homem, mais próxima da vida, mais próxima da prática.
d) Na escola ou fora da escola, sempre a lei em frente do nariz, sempre a infernal máquina hierárquica, sempre a camisa de forças burocrática. Concluí então que: ou a lei ou eu. A escola e demais instituições nada mais faziam que fomentar, instituir e infiltrar a lei, a partir da lei das leis, do dogma dos dogmas - a lei da Razão. O indivíduo lutando contra a Instituição (martelo pilão da história) é que cria a lei, a sua lei e para isso é necessário descer aos infernos, mergulhar em si, usar o "nosce te ipsum" socrático mas arriscando tudo no mergulho.
e) Ainda que o mundo legal me agradasse, não poderia durar nele.
Reconhecendo-me um dia estruturalmente absurdo, não poderia realizar-se num mundo lógico ou pretensa e idealisticamente lógico. A redução a mim próprio era a redução ao absurdo e ao absoluto, era a entrada no subterrâneo, único lugar do absurdo dos homens absurdos. O manicómio para os loucos, a prisão para os delinquentes, o hospital para os doentes, o cemitério para os mortos. Chacun à sa place.
f) Ainda dei ouvidos aos defensores da Razão, alegando que todas essas instituições não servem a genuína lei racional e que num mundo futuro, então sim, tudo seria o paraíso planificado racionalmente.
Ora onde estava ou poderia vir a estar a razão, nunca soube. Soube que, antevendo uma sociedade idealmente racionalizada, nem por isso fiquei mais entusiasmado. E com razão ou pseudo-razão, preferi o reino do absurdo. Desci à cave.
g) Mais certo que no Paraíso socialista e racionalista, acreditei no Apocalipse. Se a morte total é certa, quem vai construir? Construir para quê e para quem? Só criar, se é que vale a pena alguma coisa. E para criar é preciso, justamente, destruir. Pois criar é criar uma cultura e terá que destruir-se a falsa cultura para nascer a verdadeira.
Mais um motivo duplo para descer ao subterrâneo e aí seguir, ao ritmo das bombas termo-nucleares do Apocalipse, o infindável rio secreto.
h) Esta antinomia morte-vida, além de todas as outras antinomias, também me conduzia à conversão, pois se o solo é o mundo das antinomias, só no subsolo essas antinomias obtêm solução em sínteses (a síntese criadora). O dilaceramento angustioso do homem ocidental só termina pela conversão ao ser (que a cultura vigente designa de nada), pela metamorfose poética.
i) Independentemente de outras razões, o mundo oculto é , por natureza, o mundo maravilhoso, fascinante; até na natureza é assim, quer o das profundezas submarinas, quer o das profundezas inconscientes e subconscientes, quer de toda a experiência social clandestina: sociedades secretas, prostituição, roubo, etc. Isto seria só por si uma razão suficiente para dar ao diabo as claridades cartesianas do mundo lá de cima.
j) Mas além da fascinação própria ao mundo oculto, proibido, secreto, subterrâneo, iria concluir que, além de constitucionalmente absurdo, era também eroticamente uma aberração ou anormalidade. Da misantropia à misoginia vai um passo e o resto, em relação à moral vigente, só poderá viver em regime de clandestinidade, se a vítima não se resolver pela abstenção ou "ascese sexual" (palavrão que oculta muita coisa).
Mais uma vez o mundo das trevas me chamava, desta feita por um poderosa força que é só por si liberdade: o amor.
l)Sentindo-me, por instinto, oposto à maior parte das artes e das letras que se iam vendendo, via que tudo nesse campo estava errado mas que ninguém se queria aperceber do erro. Também aí eu teria de reverter à Grande Corrente, ao Rio Subterrâneo. Opondo-me a líricas, críticas e estéticas, descobria que poesia é criação e que os grandes poetas eram simultaneamente os grandes Iniciados no amor, na liberdade e na morte, os detentores do segredo, os decifradores da esfinge, os que atingiram o coração da realidade, os que foram o que eram, os perseguidos por amor da verdade (sinceridade). Também eles tinham sido os homens das masmorras, os segregados do brilhante mundo das luzes. Soube que poetas, evidentemente, só podiam ser esses. Nada tinham a ver com o que se ia apresentando aqui com tal nome.
Mais uma vez, era a voz subterrânea que tinha razão (na sua sem-razão de sempre).
m) Sem diploma, ficaria na roda dos pelintras, nos esgotos da cidade, no caixote do lixo dos arranha-céus. Sempre com os humilhados e ofendidos no rés-do-chão, na cave, teria de ser mais uma vez e por mais um motivo, homem subterrâneo.
n) A problematização da liberdade no mundo moderno, feita por escritores como Alberto Camus, Sartre, Huxley, Sinclair Lewis, Henry Miller, Harold Laski, Santayanna, George Orwell, Virgil Gheorgiu, Maiakovski, Kedros, Duhamel, Bertrand Russel, Raul Proença, António Sérgio, Fidelino de Figueiredo, Herbert Read, Thoreau, Miguel Torga, Romain Rolland, etc etc levar-me-ia a concluir que a cultura baseada na razão e no produto da razão cigntífica - a técnica - , se não tem fatalmente que conduzir à escravidão aviltante, aos paraísos nacionais socialistas ou internacionais socialistas e arredores concentracionários, em 99% dos casos isso acontecerá (tem acontecido, está acontecendo e tudo leva a crer que continuará a acontecer). Só há uma probabilidade entre 100 desta cultura não conduzir à desumanização esclavagista e à morte.
Prefiro a incultura ou des-cultura do homem subterrâneo, entretanto.
o) O subterrâneo é o símbolo justo para a necessidade e fome de absoluto e do sagrado, pois que o sagrado é o proibido, o oculto, o clandestino, o secreto, o subterrâneo.
p) Aprendi em Chestov a "luta contra as evidências". Era preciso ir contra a facilidade de aceitar como verdades as certezas de carácter racional. Por que raio será essa a verdade e até a única? Porque não será a verdade apenas ou também o rumor indeciso, vago, nebuloso das profundezas? Foi com Chestov que o símbolo do subterrâneo se me impôs. No entanto a conversão já se iniciara com a “experiência do nada" de Artaud e, anteriormente, mas menos intensamente, em Beckett e Fernando Pessoa.
q) Verifiquei que não era eterno e que, indo pela conversa dos homens "cultos", só sendo eterno poderia ser culto, isto é, poderia ser homem. Quer dizer que só seria homem se tivesse sido deus. Era necessário então descobrir a cultura que me desse a posse de mim próprio, a minha unidade perdida, o meu eixo de rotação intelectual e translação afectiva, o meu núcleo vital. E essa só a poderia encontrar descendo abaixo do nível médio, mediano e medíocre da "omnitude". E desci. Se o não fizesse, ficaria vivendo por procuração, isto é, morrendo.
r) "Que tédio a vida, meus senhores" - esta frase de Gogol pode encontrar-se repetida em centenas de homens inteligentes e sensíveis. Só o bruto não se enfastia. O homem é o único animal que conhece o tédio, porque também é o único animal que conhece a cultura, a cultura do solo, evidentemente. Porque a do subsolo não entedia. Fascina, apaixona, polariza, deslumbra, exalta.
Foi essa a grande resposta dada aos mestres do Tédio pela consciência obscena ou subterrânea: a resposta de que o tédio dos românticos, a misantropia dos solitários, a neurastenia do fin-de-siècle, a angústia do século vinte, o pessimismo dos "vencidos da vida", o cansaço dos suicidas, o masoquismo dos ascetas e místicos, o encontro do nada em Kafka, Pernando Pessoa, Beckett e Artaud, será vencido e superado pela única acção que não é acção neste mundo da merda social, ou neste mundo social da merda: a acção obscena, ou poética, ou absoluta. Acção subterrânea, se quiserdes. Acção revolucionária e subversiva. Acção de toupeiras trabalhando e sonhando. Não é o suicídio, o masoquismo, a abstenção, o onanismo afectivo, a solidão estéril, o recalcamento dos instintos e paixões, não é nada disso que nos poderá salvar deste morrer diário do " (Chestov). Isso foi a resposta de gerações que aceitaram a morte da vida (desta vida a que toda a lei nos constrange) e não quiseram descobrir na morte (aquilo que se considera morte relativamente ao social) a vida verdadeira.
Com a minha conversão, apenas vos proponho que vivais. E que glorifiquemos o dia maravilhoso em que iremos nascer.
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UM LEITOR DE CHESTOV DÁ-LHE RAZÃO NO REINO DAS LUZES
[Lisboa, 8/3/1992] - Neste reino a que chamam das sombras mas que é de Luz, deste lado onde não há meias tintas, nem claro-escuros, nem contrastes, nem sequer a multicolorida paisagem desse lado, posso confirmar que tu, meu caro Leão de apelido Chestov, tinhas razão.
Ao pé de ti, a Barca de Caronte é uma metáfora vulgar. Quer dizer, quando meteste a Razão no saco e atiraste tudo ao rio Estígio, tinhas razão, porque aqui, neste assento etéreo onde agora desci, onde agora subi, onde agora estou, onde agora não estou, andavas muito próximo da realidade, ou seja, do inefável, ou seja do que não existe. Vida é isto e morte é isso: desta intuição fulgurante fizeste tu, meu Caro Chestov, o Alfa e o Ómega, a tortura e a glória dos teus amargurados anos de escritor rebelde.
Quando, aos trinta e três anos, te li primeira vez, senti que era a volta e a reviravolta em todos os meus esquemas. E a verdade é que poucos textos vieram alterar esta minha primeira impressão das tuas certeiras certezas, hipóteses de trabalho com a força de um furacão que a Universidade nunca aceitou como teses, e se aceitasse mal delas, mal de ti.
Os casos de canibalismo universitário já no teu tempo eram frequentes e conseguiste passar sem ser notado, foi a tua sorte: se não estavas hoje empalhado, ao lado de todas as grandes figuras da Filosofia Europeia e arredores. Assim ficaste tu um híbrido pensador, crivado de interrogações como um ralador, nem metafísico nem dialéctico, afeito às intempéries do teu imenso país, saindo quase clandestino para o resto da Europa e ainda hoje em posição estranha no meio cultural vigente.
Tolerado mas como uma prostituta de ocasião. «As revelações da Morte» são, de facto, as primeiras notícias da Clandestinidade que o homem europeu, completamente perdido o Norte, com a Bússola partida, com os mapas rasgados, com as iniciações terminadas, com as ordens iniciáticas em escombros, com os textos sagrados metidos em computador e dados aos Ratos, recebeu do Além. E vieram essas tuas lembranças mágicas baralhar os esquemas de todas as religiões oficiais, que chamaram Vida ao curto período de morte que nos é doado como experiência passageira e efémera e chamaram Morte à Indefinida permanência, à Estabilidade política, à Democracia real, a que chamam alguns eternidade e que é apenas a ausência de tempo e de espaço, aí onde apenas existe Energia, onde os dilemas e as dicotomias desaparecem, onde o sofrimento tem tanto que dizer como a Alegria.
Meses de Prova Geral de Acesso são, de facto, esses anos, contados no calendário romano, em que andamos por aí por ver andar, sem mais gosto ou desgosto do que o Medo que nos incutiram à Vida chamando-lhe Morte, ou seja, a esta Vida onde eu estou agora de cama, mesa e roupa lavada e que me permite avaliar o que é esse canal escuro, estreito, sujo, cheio de ratos e de jornais semanários a que chamam Vida. Acertaste em cheio, meu Caro Chestov, e parece mesmo que leste -- sabe-se lá -- o Livro do Bardo Todol, ou o seu homólogo dos estrangeiros, o «Livro dos Mortos Egípcio», textos abertos que felizmente o Umberto Eco ainda não descobriu. Se isso acontecer, lá temos mais um grande Livro da Humanidade transformado em pasto de catedráticos, em best-seller muito vendável e provavelmente em motion picture da Warner. Não tenho nada contra os best-seller, meu Caro Chestov, nem contra as Major do espectáculo, nem contra as descobertas propiciadas pelo Petróleo, nem contra a invenção da Fotografia, nem contra Martin Scorsese, nem contra os que vivem de sustentar a Ilusão insustentável da Grande Espectáculo, nem contra os grandes sucessos de público e tu para mim funcionaste como um grande sucesso de bilheteira.
Obrigaste-me a escrever o texto mais meditado e portanto mais inédito da minha existência. Quase me fiz existencialista, por paixão, foi por um tris. Deste-me uma revisão de perspectivas e um sistema métrico completamente diferente do que se usava nas democracias ocidentais de sucesso, obrigaste-me a dizer o indizível, a escrever o inefável, a viver a morte, a morrer a vida. Não queiras saber o que me marulhou, como um oceano encapelado, na minha cabeça de adolescente essa tua ousadia chamada «As revelações da Morte»: não é mesmo que tu «revelaste» o lado da Vida, falando da Morte? Agora que já cá estou, dou todo o crédito bancário à tua hipótese maluca de trabalho e acho que deviam ter-te dado o Prémio Nobel, forma de castigarem uma actividade reflexiva altamente subversiva e herética. A Heresia, contigo, ganha foros de Paradigma.
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1-1-92-02-03-ls> leituras do afonso-chestov3> notas de leitura [solta - suplemento «largo» - 868 caracteres] releituras do acaso - as correspondências imaginárias - visionários ou parentes do surrealismo
quinta-feira, 10 de Abril de 2003
O «A» QUE É «A»
3/2/1992 - O princípio da identidade que ainda se estuda na secção dos compêndios de Filosofia chamada «Lógica», aparece discutido por Leão Chestov, entre outras obras n'«As Revelações da Morte» e a pretexto de um livro de Dostoievski, quase esquecida, «A Voz Subterrânea»
É interessante a revolta que em certos autores modernos se verifica contra esse soberano princípio -- base da lógica aristotélica e do raciocínio dualista tal como veio sendo praticado nas culturas de herança greco-latina -- contra a «ditadura» desse princípio - «o que é, é» -- revolta que se sabe antecipadamente frustrada, que de vez em quando recrudesce de intensidade e que a dialéctica, mediante uma ligeira modificação no princípio - A pode não ser A -- pretende superar.
Todavia, quem se pode gabar de poder fugir à tirania do A que é A? Quem? ■
quinta-feira, 6 de Novembro de 2003
chestov-1 > ver file da série ser> a que este texto se refere – inédito ac de 1961
QUANDO LI CHESTOV
Tavira, 7 de Outubro de 1961 - Disse-te para ler Chestov e vou explicar porquê. Quando o li - As Revelações da Morte - renasci. O que escrevi então, Março a Dezembro de 1960, foi o percurso dessa metamorfose, dessa conversão, dessa desintegração-integração íntima. Chamei-lhe Prefácio ao Ser, ou prefácio ao silêncio, ou confissões do subterrâneo, ou etc. Depois de escrito, vi que falara a surdos. Nascera, praticamenta, do nada ( e é que nascera mesmo do nada). Procurar quem falasse a mesma língua, seria uma solução. Mas quem poderia falar a mesma língua - a do silêncio?
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Assim decorreu o tempo, um ano, até 5 de Outubro de 1961. Teremos de considerar esse dia uma data histórica, não? .
Não procuro prosélitos para nenhuma causa. Liberrimamente proponho apenas que sejamos religiosamente livres e que se descubra cada qual na sua metamorfose, na sua conversão. Que morra, para renascer!
Não vos incito a esta conversão ou metamorfose por arbítrio ou capricho.
E por isso vos devo dar conta das motivações profundas a que obedeci:
a) A crítica produzida pelo pensamento moderno às raízes e princípios do próprio pensamento o movimento da razão contra a razão, desde os psicanalistas (ortodoxos e dissidentes) aos indeterministas e às correntes verificadas no que se tem chamado Modernidade e Arte Moderna, - tudo contribui para desacreditar a padrão cultural vigente e procurar, no subsolo, não só arrancar as raízes dessa como implantar as de uma cultura nova, viva, fascinante;
b) O constrangimento feito à minha liberdade por todas as instituições que se guiam pela razão (ou dizem guiar-se) e têm (ou dizem ter) ideais humanistas: Estado, Escola, Igreja, Exército, etc., fez-me preferir o reino do desumanismo e da des-razão, da inocência e da insciência, de que só raros vestígios a cultura oficial consente e que tem de ser. adivinhado por intuição, pressentimento, instinto. Todo o animal acoçado, porém, afia o instinto...
c) O enfado que foi a escola e a inutilidade da cultura ali praticada, fez-me procurar uma cultura mais próxima do homem, mais próxima da vida, mais próxima da prática.
d) Na escola ou fora da escola, sempre a lei em frente do nariz, sempre a infernal máquina hierárquica, sempre a camisa de forças burocrática. Concluí então que: ou a lei ou eu. A escola e demais instituições nada mais faziam que fomentar, instituir e infiltrar a lei, a partir da lei das leis, do dogma dos dogmas - a lei da Razão. O indivíduo lutando contra a Instituição (martelo pilão da história) é que cria a lei, a sua lei e para isso é necessário descer aos infernos, mergulhar em si, usar o "nosce te ipsum" socrático mas arriscando tudo no mergulho.
e) Ainda que o mundo legal me agradasse, não poderia durar nele.
Reconhecendo-me um dia estruturalmente absurdo, não poderia realizar-se num mundo lógico ou pretensa e idealisticamente lógico. A redução a mim próprio era a redução ao absurdo e ao absoluto, era a entrada no subterrâneo, único lugar do absurdo dos homens absurdos. O manicómio para os loucos, a prisão para os delinquentes, o hospital para os doentes, o cemitério para os mortos. Chacun à sa place.
f) Ainda dei ouvidos aos defensores da Razão, alegando que todas essas instituições não servem a genuína lei racional e que num mundo futuro, então sim, tudo seria o paraíso planificado racionalmente.
Ora onde estava ou poderia vir a estar a razão, nunca soube. Soube que, antevendo uma sociedade idealmente racionalizada, nem por isso fiquei mais entusiasmado. E com razão ou pseudo-razão, preferi o reino do absurdo. Desci à cave.
g) Mais certo que no Paraíso socialista e racionalista, acreditei no Apocalipse. Se a morte total é certa, quem vai construir? Construir para quê e para quem? Só criar, se é que vale a pena alguma coisa. E para criar é preciso, justamente, destruir. Pois criar é criar uma cultura e terá que destruir-se a falsa cultura para nascer a verdadeira.
Mais um motivo duplo para descer ao subterrâneo e aí seguir, ao ritmo das bombas termo-nucleares do Apocalipse, o infindável rio secreto.
h) Esta antinomia morte-vida, além de todas as outras antinomias, também me conduzia à conversão, pois se o solo é o mundo das antinomias, só no subsolo essas antinomias obtêm solução em sínteses (a síntese criadora). O dilaceramento angustioso do homem ocidental só termina pela conversão ao ser (que a cultura vigente designa de nada), pela metamorfose poética.
i) Independentemente de outras razões, o mundo oculto é , por natureza, o mundo maravilhoso, fascinante; até na natureza é assim, quer o das profundezas submarinas, quer o das profundezas inconscientes e subconscientes, quer de toda a experiência social clandestina: sociedades secretas, prostituição, roubo, etc. Isto seria só por si uma razão suficiente para dar ao diabo as claridades cartesianas do mundo lá de cima.
j) Mas além da fascinação própria ao mundo oculto, proibido, secreto, subterrâneo, iria concluir que, além de constitucionalmente absurdo, era também eroticamente uma aberração ou anormalidade. Da misantropia à misoginia vai um passo e o resto, em relação à moral vigente, só poderá viver em regime de clandestinidade, se a vítima não se resolver pela abstenção ou "ascese sexual" (palavrão que oculta muita coisa).
Mais uma vez o mundo das trevas me chamava, desta feita por um poderosa força que é só por si liberdade: o amor.
l)Sentindo-me, por instinto, oposto à maior parte das artes e das letras que se iam vendendo, via que tudo nesse campo estava errado mas que ninguém se queria aperceber do erro. Também aí eu teria de reverter à Grande Corrente, ao Rio Subterrâneo. Opondo-me a líricas, críticas e estéticas, descobria que poesia é criação e que os grandes poetas eram simultaneamente os grandes Iniciados no amor, na liberdade e na morte, os detentores do segredo, os decifradores da esfinge, os que atingiram o coração da realidade, os que foram o que eram, os perseguidos por amor da verdade (sinceridade). Também eles tinham sido os homens das masmorras, os segregados do brilhante mundo das luzes. Soube que poetas, evidentemente, só podiam ser esses. Nada tinham a ver com o que se ia apresentando aqui com tal nome.
Mais uma vez, era a voz subterrânea que tinha razão (na sua sem-razão de sempre).
m) Sem diploma, ficaria na roda dos pelintras, nos esgotos da cidade, no caixote do lixo dos arranha-céus. Sempre com os humilhados e ofendidos no rés-do-chão, na cave, teria de ser mais uma vez e por mais um motivo, homem subterrâneo.
n) A problematização da liberdade no mundo moderno, feita por escritores como Alberto Camus, Sartre, Huxley, Sinclair Lewis, Henry Miller, Harold Laski, Santayanna, George Orwell, Virgil Gheorgiu, Maiakovski, Kedros, Duhamel, Bertrand Russel, Raul Proença, António Sérgio, Fidelino de Figueiredo, Herbert Read, Thoreau, Miguel Torga, Romain Rolland, etc etc levar-me-ia a concluir que a cultura baseada na razão e no produto da razão cigntífica - a técnica - , se não tem fatalmente que conduzir à escravidão aviltante, aos paraísos nacionais socialistas ou internacionais socialistas e arredores concentracionários, em 99% dos casos isso acontecerá (tem acontecido, está acontecendo e tudo leva a crer que continuará a acontecer). Só há uma probabilidade entre 100 desta cultura não conduzir à desumanização esclavagista e à morte.
Prefiro a incultura ou des-cultura do homem subterrâneo, entretanto.
o) O subterrâneo é o símbolo justo para a necessidade e fome de absoluto e do sagrado, pois que o sagrado é o proibido, o oculto, o clandestino, o secreto, o subterrâneo.
p) Aprendi em Chestov a "luta contra as evidências". Era preciso ir contra a facilidade de aceitar como verdades as certezas de carácter racional. Por que raio será essa a verdade e até a única? Porque não será a verdade apenas ou também o rumor indeciso, vago, nebuloso das profundezas? Foi com Chestov que o símbolo do subterrâneo se me impôs. No entanto a conversão já se iniciara com a “experiência do nada" de Artaud e, anteriormente, mas menos intensamente, em Beckett e Fernando Pessoa.
q) Verifiquei que não era eterno e que, indo pela conversa dos homens "cultos", só sendo eterno poderia ser culto, isto é, poderia ser homem. Quer dizer que só seria homem se tivesse sido deus. Era necessário então descobrir a cultura que me desse a posse de mim próprio, a minha unidade perdida, o meu eixo de rotação intelectual e translação afectiva, o meu núcleo vital. E essa só a poderia encontrar descendo abaixo do nível médio, mediano e medíocre da "omnitude". E desci. Se o não fizesse, ficaria vivendo por procuração, isto é, morrendo.
r) "Que tédio a vida, meus senhores" - esta frase de Gogol pode encontrar-se repetida em centenas de homens inteligentes e sensíveis. Só o bruto não se enfastia. O homem é o único animal que conhece o tédio, porque também é o único animal que conhece a cultura, a cultura do solo, evidentemente. Porque a do subsolo não entedia. Fascina, apaixona, polariza, deslumbra, exalta.
Foi essa a grande resposta dada aos mestres do Tédio pela consciência obscena ou subterrânea: a resposta de que o tédio dos românticos, a misantropia dos solitários, a neurastenia do fin-de-siècle, a angústia do século vinte, o pessimismo dos "vencidos da vida", o cansaço dos suicidas, o masoquismo dos ascetas e místicos, o encontro do nada em Kafka, Pernando Pessoa, Beckett e Artaud, será vencido e superado pela única acção que não é acção neste mundo da merda social, ou neste mundo social da merda: a acção obscena, ou poética, ou absoluta. Acção subterrânea, se quiserdes. Acção revolucionária e subversiva. Acção de toupeiras trabalhando e sonhando. Não é o suicídio, o masoquismo, a abstenção, o onanismo afectivo, a solidão estéril, o recalcamento dos instintos e paixões, não é nada disso que nos poderá salvar deste morrer diário do " (Chestov). Isso foi a resposta de gerações que aceitaram a morte da vida (desta vida a que toda a lei nos constrange) e não quiseram descobrir na morte (aquilo que se considera morte relativamente ao social) a vida verdadeira.
Com a minha conversão, apenas vos proponho que vivais. E que glorifiquemos o dia maravilhoso em que iremos nascer.
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chestov-2> - forum dos aflitos - «antecedentes do novo paradigma» «antecedentes da hipótese vibratória» - «leituras místicas» - cartas de refugo -« ficções inventadas» chestov>ficionar> o livro do bardo todol - o livro dos mortos egípcio
UM LEITOR DE CHESTOV DÁ-LHE RAZÃO NO REINO DAS LUZES
[Lisboa, 8/3/1992] - Neste reino a que chamam das sombras mas que é de Luz, deste lado onde não há meias tintas, nem claro-escuros, nem contrastes, nem sequer a multicolorida paisagem desse lado, posso confirmar que tu, meu caro Leão de apelido Chestov, tinhas razão.
Ao pé de ti, a Barca de Caronte é uma metáfora vulgar. Quer dizer, quando meteste a Razão no saco e atiraste tudo ao rio Estígio, tinhas razão, porque aqui, neste assento etéreo onde agora desci, onde agora subi, onde agora estou, onde agora não estou, andavas muito próximo da realidade, ou seja, do inefável, ou seja do que não existe. Vida é isto e morte é isso: desta intuição fulgurante fizeste tu, meu Caro Chestov, o Alfa e o Ómega, a tortura e a glória dos teus amargurados anos de escritor rebelde.
Quando, aos trinta e três anos, te li primeira vez, senti que era a volta e a reviravolta em todos os meus esquemas. E a verdade é que poucos textos vieram alterar esta minha primeira impressão das tuas certeiras certezas, hipóteses de trabalho com a força de um furacão que a Universidade nunca aceitou como teses, e se aceitasse mal delas, mal de ti.
Os casos de canibalismo universitário já no teu tempo eram frequentes e conseguiste passar sem ser notado, foi a tua sorte: se não estavas hoje empalhado, ao lado de todas as grandes figuras da Filosofia Europeia e arredores. Assim ficaste tu um híbrido pensador, crivado de interrogações como um ralador, nem metafísico nem dialéctico, afeito às intempéries do teu imenso país, saindo quase clandestino para o resto da Europa e ainda hoje em posição estranha no meio cultural vigente.
Tolerado mas como uma prostituta de ocasião. «As revelações da Morte» são, de facto, as primeiras notícias da Clandestinidade que o homem europeu, completamente perdido o Norte, com a Bússola partida, com os mapas rasgados, com as iniciações terminadas, com as ordens iniciáticas em escombros, com os textos sagrados metidos em computador e dados aos Ratos, recebeu do Além. E vieram essas tuas lembranças mágicas baralhar os esquemas de todas as religiões oficiais, que chamaram Vida ao curto período de morte que nos é doado como experiência passageira e efémera e chamaram Morte à Indefinida permanência, à Estabilidade política, à Democracia real, a que chamam alguns eternidade e que é apenas a ausência de tempo e de espaço, aí onde apenas existe Energia, onde os dilemas e as dicotomias desaparecem, onde o sofrimento tem tanto que dizer como a Alegria.
Meses de Prova Geral de Acesso são, de facto, esses anos, contados no calendário romano, em que andamos por aí por ver andar, sem mais gosto ou desgosto do que o Medo que nos incutiram à Vida chamando-lhe Morte, ou seja, a esta Vida onde eu estou agora de cama, mesa e roupa lavada e que me permite avaliar o que é esse canal escuro, estreito, sujo, cheio de ratos e de jornais semanários a que chamam Vida. Acertaste em cheio, meu Caro Chestov, e parece mesmo que leste -- sabe-se lá -- o Livro do Bardo Todol, ou o seu homólogo dos estrangeiros, o «Livro dos Mortos Egípcio», textos abertos que felizmente o Umberto Eco ainda não descobriu. Se isso acontecer, lá temos mais um grande Livro da Humanidade transformado em pasto de catedráticos, em best-seller muito vendável e provavelmente em motion picture da Warner. Não tenho nada contra os best-seller, meu Caro Chestov, nem contra as Major do espectáculo, nem contra as descobertas propiciadas pelo Petróleo, nem contra a invenção da Fotografia, nem contra Martin Scorsese, nem contra os que vivem de sustentar a Ilusão insustentável da Grande Espectáculo, nem contra os grandes sucessos de público e tu para mim funcionaste como um grande sucesso de bilheteira.
Obrigaste-me a escrever o texto mais meditado e portanto mais inédito da minha existência. Quase me fiz existencialista, por paixão, foi por um tris. Deste-me uma revisão de perspectivas e um sistema métrico completamente diferente do que se usava nas democracias ocidentais de sucesso, obrigaste-me a dizer o indizível, a escrever o inefável, a viver a morte, a morrer a vida. Não queiras saber o que me marulhou, como um oceano encapelado, na minha cabeça de adolescente essa tua ousadia chamada «As revelações da Morte»: não é mesmo que tu «revelaste» o lado da Vida, falando da Morte? Agora que já cá estou, dou todo o crédito bancário à tua hipótese maluca de trabalho e acho que deviam ter-te dado o Prémio Nobel, forma de castigarem uma actividade reflexiva altamente subversiva e herética. A Heresia, contigo, ganha foros de Paradigma.
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quinta-feira, 10 de Abril de 2003
O «A» QUE É «A»
3/2/1992 - O princípio da identidade que ainda se estuda na secção dos compêndios de Filosofia chamada «Lógica», aparece discutido por Leão Chestov, entre outras obras n'«As Revelações da Morte» e a pretexto de um livro de Dostoievski, quase esquecida, «A Voz Subterrânea»
É interessante a revolta que em certos autores modernos se verifica contra esse soberano princípio -- base da lógica aristotélica e do raciocínio dualista tal como veio sendo praticado nas culturas de herança greco-latina -- contra a «ditadura» desse princípio - «o que é, é» -- revolta que se sabe antecipadamente frustrada, que de vez em quando recrudesce de intensidade e que a dialéctica, mediante uma ligeira modificação no princípio - A pode não ser A -- pretende superar.
Todavia, quem se pode gabar de poder fugir à tirania do A que é A? Quem? ■
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